IOF: STF define Alexandre de Moraes como relator de ação contra decisão do Congresso

IOF: STF define Alexandre de Moraes como relator de ação contra decisão do Congresso Foto destaque: Ministro Alexandre de Moraes (Reprodução/Gustavo Moreno/STF)

Nesta segunda- feira (30), Luís Roberto Barroso, definiu que o ministro Alexandre de Moraes será o relator da ação do PSOL que questiona a decisão do Congresso de derrubar decretos presidenciais acerca do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi designado relator da ação movida pelo governo federal contra a decisão do Congresso Nacional que derrubou o decreto que aumentava a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para investimentos no exterior.

AGU questiona a validade do decreto

A ação, protocolada pela Advocacia-Geral da União (AGU), questiona a validade do decreto legislativo aprovado pelo Congresso que anulou os efeitos do aumento do IOF. A medida do governo previa uma elevação na alíquota de 0% para 15% em aplicações feitas por pessoas físicas fora do país, com objetivo de aumentar a arrecadação e combater desigualdades tributárias.

A AGU argumenta que o Congresso teria extrapolado sua competência ao sustar um decreto de natureza tributária, algo que, segundo a ação, viola o princípio da separação dos Poderes.

Agora, com Moraes como relator, caberá a ele analisar o pedido de liminar para suspender os efeitos da decisão legislativa e, posteriormente, julgar o mérito da ação no plenário do STF.

Ao sustar o decreto presidencial sem que haja demonstração de qualquer transgressão aos limites constitucionais e legais, o Congresso Nacional extrapolou os contornos da Constituição”, diz a ação judicial.


Ministro Luís Roberto Barroso (Foto: reprodução/STF)

Lula acionou AGU para analisar derrubada do IOF

Semana passada, o presidente Lula solicitou que a AGU analisasse se houve usurpação de competência por parte do Legislativo. A informação foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em entrevista à GloboNews.

Se a AGU entender que o decreto legislativo fere uma prerrogativa do Executivo, o presidente deve recorrer à Justiça”, disse Haddad.

Agora, caberá a Moraes analisar o pedido de liminar para suspender os efeitos da decisão do Congresso. O julgamento do mérito será feito posteriormente pelo plenário do STF.

O caso reacende o debate sobre os limites de atuação entre os poderes e o papel do STF na mediação de conflitos institucionais.

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