Morre escritora Clara Pinto Correia aos 65 anos

Clara Pinto Correia posando em seus últimos anos com vida. Autora Clara Pinto Correia (reprodução/intagram/@diaspora_lusa)

A escritora e bióloga Clara Pinto Correia foi encontrada morta em sua residência, em Estremoz, na manhã desta terça-feira (9). A informação foi confirmada pela Polícia de Segurança Pública (PSP), que recebeu o alerta por volta das 9h30. As causas da morte ainda não foram divulgadas.


Clara Pinto Correia em uma livraria em Portugual (Foto: reprodução/instagram/@meninaemocalivrariabar)

Com a Carreira marcada pela literatura, ciência e comunicação, era uma figura multifacetada da cultura portuguesa, Clara Pinto Correia destacou-se como escritora, tradutora, jornalista, divulgadora científica e professora universitária. Ao longo da carreira, atuou no extinto jornal O Jornal, foi cronista em veículos como Diário de Notícias e Visão, além de colaborar regularmente em rádio e televisão.

Entre 1983 e 1986, assumiu a coordenação científica do Jornal de Letras, Artes e Ideias. Também teve passagem pelo cinema, estreando como atriz no longa Kiss Me (2004), de António da Cunha Telles.

Autora prolífica, deixou mais de 50 obras publicadas, entre elas o romance que a consagrou, Adeus, Princesa, lançado aos 25 anos e posteriormente adaptado para televisão e cinema. Sua produção inclui ainda títulos infantis e livros de divulgação científica, como Histórias Naturais, Os Bebés-Proveta, Clonai e Multiplicai-vos e O Ovário de Eva.

Obra diversa e impacto cultural

Além do romance e da literatura científica, Clara Pinto Correia publicou obras de ficção como Ponto Pé de Flor e Mais que Perfeito, e livros infantis como Quem Tem Medo Compra um Cão e A Ilha dos Pássaros Doidos, demonstrando versatilidade ao dialogar com diferentes públicos.



Condolências e afastamento dos holofotes: a fase final da escritora

A morte de Clara Pinto Correia gerou reações imediatas. O Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou o falecimento da escritora e enviou condolências à família, amigos e admiradores. Em nota oficial, destacou “a inteligência, o brilho e a alegria de viver” de Clara, sublinhando que sua presença deixava “uma marca impossível de ignorar”.

Nos últimos anos, a autora havia se afastado da vida pública. Em entrevista concedida no início de 2025, revelou ter enfrentado um período especialmente duro, após perder o emprego e ser despejada da casa onde viveu por três décadas. Apesar das dificuldades e do recolhimento, Clara Pinto Correia manteve-se como uma figura de referência na literatura portuguesa, na divulgação científica e no debate cultural do país.

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