Preso usa removedor de esmalte para incendiar parceira trans em cela

Preso ateia fogo com removedor de esmalte em companheira trans na penitenciária de São Paulo Foto destaque: Divulgação/Secretaria da Administração Penitenciária de SP

Um preso ateou fogo em sua companheira, uma mulher trans, utilizando removedor de esmalte após uma discussão dentro da cela na Penitenciária I de Galia, localizada no interior de São Paulo, neste último domingo.

O caso de agressão ocorreu a cerca de 400 quilômetros da capital paulista e gerou a imediata mobilização dos agentes de segurança da unidade prisional. Segundo as informações divulgadas oficialmente, o crime foi motivado por um desentendimento pessoal entre o casal, que dividia o mesmo espaço de confinamento na instituição.

A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) confirmou a ocorrência e detalhou que os envolvidos habitavam a Ala LGBT da penitenciária, um espaço destinado a acolher essa população específica dentro do sistema carcerário.

O ataque, realizado com um item de higiene pessoal inflamável, acende o alerta para a segurança e a convivência dentro das celas compartilhadas. A substância utilizada como acelerador das chamas estava disponível no local pois, de acordo com as normas vigentes, o uso de removedor de esmalte é permitido em unidades prisionais femininas e em alas destinadas a presas transexuais para manutenção da higiene e estética.

Atendimento médico e protocolos de segurança

Logo após o incidente ser percebido, a equipe de segurança da penitenciária agiu prontamente para conter a situação e prestar os primeiros socorros à vítima. A rapidez no atendimento foi crucial para evitar que as consequências do ataque fossem ainda mais graves.

Ambos os envolvidos, tanto a vítima quanto o agressor, foram encaminhados para uma unidade hospitalar externa para passarem por uma avaliação médica detalhada, seguindo os protocolos de saúde do sistema prisional para casos de lesão corporal.

Após receber a devida assistência médica e passar pelos procedimentos necessários, a presa transexual ferida recebeu alta e retornou à unidade prisional. Segundo o comunicado oficial da pasta, ela apresenta um quadro de saúde estável e não corre risco de morte.

A estabilidade do quadro clínico permitiu que ela voltasse ao convívio no sistema, embora a situação tenha deixado evidente a vulnerabilidade nas relações interpessoais dentro do ambiente de cárcere, mesmo em alas segregadas destinadas a perfis específicos de detentos.


Penitenciária (Reprodução/Divulgação/Secretaria da Administração Penitenciária de SP)

Consequências disciplinares e administrativas

Em relação ao autor do ataque, medidas punitivas e legais foram tomadas imediatamente pela direção da Penitenciária I de Galia. Foi registrado um Boletim de Ocorrência para que o crime de lesão corporal e a tentativa de homicídio ou agressão grave sejam investigados pela Polícia Civil. Além das implicações na justiça comum, o detento sofrerá sanções administrativas internas rigorosas devido à quebra de ordem e disciplina.

O preso foi colocado em isolamento

O agressor foi retirado do convívio coletivo e colocado em isolamento no regime disciplinar diferenciado. Essa medida visa garantir a segurança da vítima e dos demais detentos, além de permitir a apuração detalhada dos fatos.

A administração da unidade instaurou um procedimento administrativo para investigar as circunstâncias exatas que levaram ao desentendimento e ao acesso facilitado ao meio utilizado para o crime. O episódio reforça a complexidade da gestão de conflitos domésticos que ocorrem dentro do sistema prisional, onde companheiros muitas vezes dividem celas, exigindo monitoramento constante para prevenir tragédias anunciadas.

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