Em investigação contra o Brasil, Pix e 25 de março entram na mira dos EUA

Em investigação contra o Brasil, Pix e 25 de março entram na mira dos EUA Foto destaque: 25 de março (Reprodução/Prefeitura de São Paulo)

Uma investigação foi aberta pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos) contra o Brasil e abriu abre seis frentes de apuração sobre as práticas do país e segundo o detalhamento divulgado na terça-feira (15) vai mirar até no Pix e a 25 de Março, rua de comércio em São Paulo.

A medida foi baseada na chamada Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, de 1974, que autoriza o país a adotar tarifas e restrições contra países que, na avaliação americana, pratiquem medidas comerciais consideradas injustificadas.

Pix e 25 de março vira alvo nas investigações

Os EUA afirmam que o Brasil “parece adotar práticas desleais em relação aos serviços de pagamento eletrônico”, incluindo o favorecimento aos “serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo”.

O relatório também faz menção à Rua 25 de Março, conhecido centro de comércio popular no coração de São Paulo, ao apontar supostas deficiências do Brasil na proteção e na aplicação efetiva dos direitos de propriedade intelectual.


Pix, Banco Central do Brasil (Foto: reprodução/Marcello Casal jr/Agência Brasil)

Segundo o USTR, “há décadas, a região da Rua 25 de Março figura entre os principais pontos de venda de produtos falsificados, mesmo com as ações de fiscalização já realizadas no local”.

O governo dos EUA acusa o Brasil de não conseguir combater de forma eficiente a importação, comercialização e uso de mercadorias falsificadas, como consoles de videogame alterados, dispositivos de streaming não autorizados e outros equipamentos que violam direitos autorais e de marca.

Para as autoridades americanas, a pirataria e a falsificação continuam disseminadas no país porque as apreensões não são acompanhadas de punições ou sanções rigorosas que funcionem como fator de inibição.

Veja as seis frentes de apuração 

  1. Comércio digital e serviços eletrônicos de pagamento;
  2. Tarifas preferenciais;
  3. Enfraquecimento do combate à corrupção;
  4. Propriedade intelectual;
  5. Barreiras ao etanol americano;
  6. Desmatamento ilegal;

A abertura da investigação pelos EUA aumenta ainda mais a pressão sobre o governo brasileiro, que já corre contra o tempo para tentar reverter a tarifa de 50% imposta por Donald Trump sobre produtos nacionais.

A nova taxação deve entrar em vigor no dia 1º de agosto, ampliando o risco de um embate comercial entre os dois países e colocando o Brasil no centro de uma disputa que envolve comércio, tecnologia e propriedade intelectual.

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