O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi orientado pela defesa a não comparecer ao julgamento que acontece amanhã (02/09/2025), mas Bolsonaro ainda não decidiu se vai comparecer ao julgamento da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). A indefinição em torno da presença do ex-chefe do Executivo movimenta os bastidores políticos e aumenta a expectativa sobre o desfecho de um dos processos mais delicados enfrentados por ele desde que deixou o Palácio do Planalto.
Como Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, ele precisaria solicitar autorização ao STF para sair de casa, mas até a manhã de 1º de setembro nenhum pedido havia sido formalmente apresentado, e sua defesa não se pronunciou publicamente.
Segundo informações de pessoas próximas ao ex-presidente, a defesa recomendou que Bolsonaro não esteja presente fisicamente na sessão. Os advogados avaliam que a ausência pode evitar constrangimentos e reduzir a exposição diante da cobertura midiática. Além disso, argumentam que, do ponto de vista jurídico, a presença dele não é obrigatória, já que se trata de uma ação penal em que é representado formalmente por sua equipe de defesa.
Julgamento de Bolsonaro começa amanhã em (02/09)
O presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cristiano Zanin, marcou para o dia 2 de setembro a primeira sessão do julgamento da ação penal que investiga a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
As sessões extraordinárias estão previstas para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro, sempre das 9h às 12h. Nos dias 2, 9 e 12, também haverá sessões no período da tarde, entre 14h e 19h.
O julgamento terá como réus o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outras sete figuras ligadas ao núcleo central da suposta organização criminosa denunciada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Entre eles estão:
- Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
- Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
- Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil;
- Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
- Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
- Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
- Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Bolsonaro será julgado por tentativa de Golpe de Estado
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) em um processo que apura a suposta tentativa de golpe de Estado entre 2022 e 2023. A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou denúncia pedindo sua condenação por crimes como organização criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e tentativa de golpe de Estado. Somadas, as penas podem ultrapassar 40 anos de prisão.
Além do processo no STF, Bolsonaro também acumula derrotas na esfera eleitoral. Em 2023, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o condenou por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha presidencial de 2022. Com a decisão, o ex-presidente se tornou inelegível até 2030, ficando impedido de disputar qualquer cargo público pelos próximos anos.

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