Conta de luz seguirá mais cara em setembro com “Bandeira Vermelha 2”

Conta de luz seguirá mais cara em setembro com "Bandeira Vermelha 2" Foto destaque: Conta de luz (Reprodução/Blog Didi)

A conta de luz seguirá mais cara em todo o Brasil durante o mês de setembro de 2025. A decisão foi anunciada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que optou por manter a Bandeira Vermelha Patamar 2, a mais alta do sistema de bandeiras tarifárias.

Com a medida, os consumidores terão um acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos, o que representa o valor máximo cobrado pelo mecanismo.

De acordo com a Aneel, a manutenção da bandeira no nível mais caro se deve às atuais condições dos reservatórios hidrelétricos, que seguem abaixo da média em razão da falta de chuvas. Para compensar a baixa geração das hidrelétricas, foi necessário o acionamento das usinas termelétricas, cuja produção é mais cara e acaba impactando diretamente no bolso da população.

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado para sinalizar de forma clara as condições de geração de energia no país. A bandeira verde indica situação favorável, sem custos adicionais; a amarela representa acréscimo moderado; já a vermelha nos patamares 1 e 2 corresponde aos maiores reajustes, sendo o Patamar 2 o mais elevado.

Como o sistema de bandeiras impacta o valor da conta de luz

A Aneel implantou o sistema de bandeiras tarifárias para indicar, de forma simples, quando o custo de geração de energia está mais alto. Assim como já ocorre em outros serviços, como nos transportes por táxi ou aplicativos, que aplicam tarifas adicionais em determinadas condições, o mecanismo reflete diretamente no valor final pago pelo consumidor.

Antes da implementação do sistema de bandeiras, o consumidor recebia a conta de luz com um valor acima do esperado sem saber o motivo do acréscimo.


Escolha da bandeira tarifária (Vídeo: reprodução/YouTube/Agência Nacional de Energia Elétrica)

Veja como funciona:

  • Bandeira verde: sem cobrança de acréscimo na tarifa;
  • Bandeira amarela: a tarifa sofre acréscimo de R$ 0,01885 para cada quilowatt-hora (kWh) consumidos;
  • Bandeira vermelha – Patamar 1: a tarifa sofre acréscimo de R$ 0,04463 para cada quilowatt-hora kWh consumido;
  • Bandeira vermelha – Patamar 2: a tarifa sofre acréscimo de R$ 0,07877 para cada quilowatt-hora kWh consumido.

Com a mudança, é possível antecipar, de forma aproximada, quanto será cobrado a mais, seguindo a tabela de bandeiras divulgada pela Aneel.

Como é feita a escolha da bandeira

A bandeira tarifária é definida sempre no início de cada mês e indica o custo variável da produção de energia no país. A escolha leva em consideração fatores estruturais e climáticos, como o nível de chuvas nas semanas anteriores e o consumo médio de eletricidade pelos consumidores, permitindo que a tarifa (e, consequentemente, o valor da conta de luz) reflita de forma mais precisa as condições reais do sistema elétrico.

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