Nos últimos dias, um surto de intoxicação por metanol em São Paulo levantou alerta entre autoridades de saúde e segurança pública. Casos de consumo de bebidas adulteradas resultaram em internações e mortes, levando a Polícia Federal (PF) a abrir um inquérito para investigar a origem da contaminação e a rede de distribuição.
A PF foi acionada pelo governo federal devido à suspeita de que criminosos estariam utilizando metanol substância altamente tóxica, em bebidas alcoólicas como gin, vodka e uísque. Há indícios de que a prática possa envolver uma rede organizada, com atuação além do estado de São Paulo.
Em São Paulo, já são pelo menos 22 casos entre suspeitos e confirmados. O governador Tarcísio de Freitas anunciou cinco mortes relacionadas ao consumo de metanol: uma já comprovada por bebida adulterada e outras quatro em apuração.
Mortes confirmadas por metanol
Até o momento, foram confirmadas mortes e casos graves de intoxicação, além de outras ocorrências em investigação. O Centro de Vigilância Sanitária classificou o cenário como atípico, já que o número de registros em poucos meses já supera a média anual de intoxicações por metanol no Brasil.
O metanol (álcool metílico) não é próprio para consumo humano e, quando ingerido, pode causar sérios danos ao organismo. No corpo, ele se transforma em substâncias tóxicas como formaldeído e ácido fórmico, capazes de afetar o sistema nervoso, os rins e o nervo óptico. Os sintomas surgem entre 12 e 24 horas após a ingestão e incluem dor abdominal, náusea, tontura, visão turva, convulsões e, em casos graves, cegueira ou morte.
O governo federal determinou uma série de medidas de resposta. A PF conduz o inquérito para rastrear a origem da adulteração e identificar responsáveis. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) vai apurar irregularidades na comercialização das bebidas. Já o Ministério da Saúde reforçou protocolos de notificação e ampliou a atuação dos Centros de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) para atender casos suspeitos.
PF abre investigação sobre intoxicação por metanol (Vídeo: reprodução/Instagram/@portalg1)
Ministério da saúde emite alerta
O Ministério da Saúde e a Vigilância Sanitária emitiram alertas, orientando a população a evitar bebidas de procedência duvidosa, sempre verificar selo fiscal e lacres. A adulteração com metanol é crime grave, e a investigação busca identificar a cadeia de distribuição e possíveis conexões com organizações criminosas.
As autoridades orientam consumidores a redobrarem a atenção com a procedência das bebidas. É essencial adquirir apenas produtos de marcas confiáveis, com rótulo adequado, lacre intacto e nota fiscal. Preços muito abaixo do mercado e embalagens suspeitas são indícios de adulteração.
O surto de metanol em São Paulo serve de alerta para todo o país. Informar-se e adotar medidas de prevenção é fundamental para evitar novas vítimas. Em caso de sintomas após o consumo de álcool, a recomendação é procurar imediatamente atendimento médico e relatar a suspeita de intoxicação.

Sou jornalista, publicitária, apaixonada pelo poder da comunicação, pois acredito que o jornalismo tem a responsabilidade de educar e informar, sempre com ética e precisão.

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