Lula e Trump se reúnem na Malásia e discutem tarifas, sanções e acordos comerciais

Lula e Trump se reúnem na Malásia e discutem tarifas, sanções e acordos comerciais Foto destaque: Lula e Donald Trump (Reprodução/Ricardo Stuckert)

No domingo (26) na Malásia, o presidente Luís Inácio Lula da Silva, se encontrou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em sua primeira reunião presencial desde uma conversa rápida durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). O encontro durou cerca de 50 minutos e marcou um momento de nova etapa nas relações Brasil-EUA.

A reunião aconteceu em meio a um clima de tensão diplomática, após os Estados Unidos imporem tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros e aplicarem sanções a autoridades do país, em razão do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Conversa de Trump e Lula na coletiva

No encontro, Lula e Trump falaram com jornalistas por cerca de 10 minutos. Trump disse ser “uma honra” estar com o presidente do Brasil e afirmou acreditar que os dois países poderão fazer “alguns bons acordos”. Questionado sobre Bolsonaro, o republicano respondeu que “se sente mal” pelo que o ex-presidente enfrentou, mas não confirmou se o tema seria abordado na conversa privada.

Lula, por sua vez, destacou ter uma pauta extensa com o presidente americano e afirmou que “não há nenhuma razão para que haja qualquer desavença entre Brasil e Estados Unidos”. O petista defendeu o diálogo e a cooperação econômica como caminho para fortalecer a relação bilateral.


Lula e Trump fazem reunião na Malásia (Vídeo: reprodução/Youtube/CNN Brasil)

Principais temas tratados

  • As tarifas impostas pelos EUA sobre produtos brasileiros: o governo americano havia anunciado aumento de tarifas de até 50% sobre exportações brasileiras, em resposta a decisões nacionais do Brasil.
  • Sanções a autoridades brasileiras: o Brasil questiona a aplicação de sanções por parte dos EUA contra autoridades brasileiras em função de processos internos do país.
  • Comércio bilateral e acordos futuros: Trump declarou que faria “alguns bons acordos” com o Brasil, enquanto Lula disse ter entregue a Trump um documento com reivindicações e argumentos, além de afirmar que “não há nenhuma razão para que haja qualquer desavença entre Brasil e Estados Unidos”.
  • Relações diplomáticas e políticas: Lula ressaltou que o Brasil busca manter boas relações com os EUA e também com outros parceiros internacionais como a China — sem que haja conflito ideológico entre os países.

Lula manifestou convicção de que um acordo comercial poderá ser fechado “em poucos dias”. A perspectiva de uma aproximação comercial com os EUA é vista como positiva tanto para exportadores brasileiros quanto para recalibrar a estratégia internacional do Brasil.

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