Berta Loran morre aos 99 anos; uma trajetória marcada por humor, beleza e resistência

Berta Loran Foto destaque: Berta Loran (reprodução/IMDb)

No domingo, 28, a televisão e o teatro brasileiros perderam uma de suas figuras mais queridas: a atriz Berta Loran, que faleceu aos 99 anos. Internada no Hospital Copa D’Or, no Rio de Janeiro, a causa oficial da morte não foi tornada pública.

Das raízes polonesas ao palco brasileiro

Nascida em Varsóvia, Polônia, com o nome Basza Ajs, Berta veio ao Brasil ainda criança, sua família fugia da perseguição nazista, e ali fincou raízes. Desde cedo, o ambiente artístico familiar teve grande influência sobre sua vocação: seu pai, ator e alfaiate, foi um incentivador para que ela se dedicasse ao teatro.

Apesar dos desafios trazidos pelo deslocamento e adaptação, ela venceu as barreiras do idioma e da cultura, construindo uma carreira sólida que abraçou teatro, televisão e cinema.


Berta Loran morre aos 99 anos (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil)


Humor, novelas e espaço nas telas

Para grande parte do público, Berta Loran se tornou sinônimo de comédia na TV brasileira. Participou de programas de grande popularidade como Zorra Total, A Grande Família e Escolinha do Professor Raimundo. Também atuou em novelas como Amor se Paga (década de 1980), Ti-Ti-Ti e A Dona do Pedaço.

No cinema, ela acumulou mais de dez créditos, geralmente em comédias. Seu primeiro trabalho nas telonas ocorreu em 1955, com os filmes Sinfonia Carioca e O Primo do Cangaceiro. Já nas produções mais recentes, participou de Amarração do Amor (2021) e Juntos e Enrolados (2022), sendo esse último seu último papel cinematográfico.

Legado, memória e inspiração

Enquanto se despede de uma artista, o Brasil celebra uma vida de resistência, talento e versatilidade. Berta Loran foi capaz de atravessar décadas de transformações na televisão e no teatro, sem perder a autenticidade.

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