Augusto Nascimento, filho do cantor Milton Nascimento, fez uma declaração em suas redes sociais na quinta-feira (2), a respeito do diagnóstico de demência do pai. O jovem compartilhou o diagnóstico do pai para a revista Piauí, em uma entrevista no mesmo dia.
No depoimento, Augusto contou os primeiros momentos em que percebeu a mudança do pai, que também sofre de Parkinson. “No final do ano passado, comecei a notar alguns comportamentos diferentes do meu pai, mas nada que fosse alarmante. […] Com o tempo, as alterações foram se acentuando. O Parkinson, diagnosticado em 2022, avançando, e as pequenas atividades do dia a dia sofrendo impacto”, relatou.
Augusto Nascimento narra momento especial com o pai
O filho de Milton Nascimento contou uma lembrança marcante em família que guarda como uma “despedida”: uma viagem ao lado do pai. Os dois percorreram cerca de 4 mil quilômetros em um motorhome, em que compartilharam músicas e momentos. Augusto relembra: “de alguma forma, eu sabia que aquela viagem seria uma despedida desses momentos. Dentro das limitações dele, nos divertimos muito e, quando voltamos, ele só dizia que havia sido a melhor viagem da vida dele”.
Milton Nascimento posa com o troféu “Grande Otelo”, de 2025. (Foto: Reprodução/Instagram/@miltonbitucanascimento)
Augusto reiterou que, apesar das condições do pai, eles continuam agindo positivamente, com expectativas para o presente e futuro. “De lá para cá, fomos levando a vida normalmente, ainda que com uma preocupação sempre existente, mas com ele recebendo inúmeras homenagens, sendo ovacionado, vibrando, cantando, sendo tema de desfile no carnaval, e por aí vai”, declarou.
Milton Nascimento é diagnosticado com demência
Na quinta-feira (2), Augusto Nascimento revelou que o pai foi diagnosticado com demência por corpos de Lewy (DCL); o cantor também sofre de Parkinson. O filho do artista falou sobre as dificuldades com o diagnóstico: “nossos diálogos, desde então, têm sido, em sua maioria, silenciosos ou um pouco confusos. Meu pai me chama e tenta falar comigo, mas nem sempre consegue se expressar.”
Augusto também expressou a falta que sente da comunicação constante com o pai; “as inúmeras ligações a cada vez que eu viajo para trabalhar, já não existem mais, nem mesmo a curiosidade por boas fofocas da vida, ou a espera ansiosa por cada vez que eu retorno para casa em que ele me aguardava com uma camiseta com a nossa foto, ou a curiosidade travessa de me perguntar se eu tinha batido em todo mundo nas voltas dos treinos de jiu-jítsu”, relatou.
Estudante de Jornalismo, aspirante a assessora de comunicação e entusiasta em design gráfico.

