Na quarta-feira (16), Raul Gazolla comentou sua reação à morte de Guilherme de Pádua, condenado, junto com Daniela Thomaz, pelo assassinato de Daniella Perez em 1992. Em entrevista para a revista Veja, o ator relembrou o alívio que sentiu ao receber a notícia da morte do assassino, em 2022: “Eu agradeci ao universo e disse ‘Poxa, o mundo respira melhor hoje. Partiu alguém que nem deveria ter nascido'”.
Gazolla era casado com Daniella Perez, filha da autora Glória Perez. O ator afirmou que, após 32 anos, viu a escritora sorrir novamente, reiterando a dor que os entes queridos da falecida atriz ainda sofrem; o pai de Daniella, Luiz Carlos Saupiquet Perez, faleceu dois anos após o crime, ele não teria conseguido “carregar essa dor, sucumbiu e morreu de tristeza”, segundo Raul Gazolla.
Ator defende prisão perpétua e pena de morte para crimes hediondos
Na visão de Raul Gazolla, a pena de morte não seria uma forma de reduzir a violência, mas o ator defende a prisão perpétua para a condenação de assassinos como Guilherme de Pádua. Gazolla afirma que criminosos como Pádua não podem conviver em sociedade e acredita que “se elimina um perigo da sociedade quando se condena um assassino confesso, com nível de psicopatia”.
O ator declara que indivíduos que cometeram crimes dessa gravidade, caso sejam reintegrados à sociedade novamente, irão cometer novos crimes, visto que “a população não conhece a cara desses assassinos”.
“Sou a favor de que o assassino não conviva mais entre a gente e, se possível, não respire mais o ar que a gente respira. Então, sim, sou a favor da pena de morte para os psicopatas que cometeram assassinatos de muita crueldade”
O ator reafirmou que crimes hediondos são imperdoáveis e ainda não se considera evoluído espiritualmente ao nível de perdoar os assassinos.
O crime que chocou o Brasil na década de 90
Há 32 anos, a atriz Daniella Perez era assassinada, vítima de um crime brutal que ganhou ampla atenção na mídia. Filha de Gloria Perez, a jovem estreava “De Corpo e Alma“, novela criada por sua mãe, e interpretava a personagem Yasmin. Além do sucesso profissional pela ascensão do programa, sua vida pessoal também estava em êxtase, visto que a atriz havia se casado há dois anos com Raul Gazolla.
Gloria Perez usa as redes sociais para homenagear a filha, no dia do aniversário da falecida atriz (Foto: reprodução/Instagram/@gloriafperez)
Na novela, a atriz contracenava com Guilherme de Pádua, que interpretava Bira, o par romântico de Yasmin. Ninguém poderia prever que o colega de trabalho seria o assassino da artista. No dia 28 de dezembro de 1992, Pádua e sua então esposa, Daniela Thomaz, assassinaram a atriz a punhaladas com uma tesoura.
Horas antes de confessar, o autor do crime chegou a conversar com a mãe e o marido da vítima, e prestou condolências aos dois. Cinco anos após o assassinato, Pádua e Thomaz foram condenados por homicídio qualificado por motivo torpe e sem chance de defesa para a vítima; ele a 19 anos de prisão e ela a 18 anos e seis meses.
Segundo a acusação, a principal motivação para o crime teria sido inveja. Guilherme de Pádua se sentia ressentido, pois pedia constantemente por mais participação de seu personagem na novela “De Corpo e Alma“. O ator foi solto em 1999, após cumprir seis anos de prisão, casou-se novamente duas vezes, virou pastor e chegou a gravar um vídeo pedindo perdão a Gloria Perez e Raul Gazolla.
Em 2022, a HBO Max divulgou um documentário sobre o assassinato, contando com a presença de familiares e amigos de Daniella Perez, principalmente a de sua mãe e seu marido.
Guilherme de Pádua faleceu em decorrência de um infarto, no mesmo ano que o documentário foi lançado.
Estudante de Jornalismo, aspirante a assessora de comunicação e entusiasta em design gráfico.

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