Nesta quinta-feira, (11), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o deputado federal e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem (PL-RJ), a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão por sua participação na Trama Golpista.
A sentença, a ser cumprida inicialmente em regime fechado, foi decidida pela maioria dos ministros no âmbito do processo que investiga a conspiração liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva após as eleições de 2022.
Alexandre Ramagem foi condenado por cinco crimes, incluindo organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e deterioração de patrimônio tombado.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou que Ramagem, como ex-diretor da Abin, utilizou sua posição para coordenar ações que visavam desestabilizar o processo eleitoral, incluindo a disseminação de desinformação e apoio a movimentos golpistas.
Alexandre Ramagem é condenado a 16 anos (Vídeo: reprodução/Instagram/@portalg1)
Relatoria de Alexandre de Moraes
A pena foi proposta pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do processo penal contra o chamado “núcleo crucial” da trama golpista.
A decisão foi fundamentada em evidências robustas, como a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, mensagens interceptadas e documentos apreendidos pela Polícia Federal, que confirmaram o envolvimento de Ramagem em reuniões estratégicas e no planejamento de ações para contestar o resultado das urnas.

Sou jornalista, publicitária, apaixonada pelo poder da comunicação, pois acredito que o jornalismo tem a responsabilidade de educar e informar, sempre com ética e precisão.
