A menos de seis meses do fim do ano, a Fórmula 1 concentra atenções no desenvolvimento dos carros e motores que estreiam em 2026. Os novos regulamentos continuam em definição, mas a Federação Internacional do Automobilismo (FIA) já admite que os modelos serão mais lentos. Apesar disso, o presidente da categoria, Stefano Domenicali, pede uma recepção positiva às mudanças.
Carros podem perder até 2,5s por volta no novo regulamento da F1
Nicholas Tombazis, diretor de monopostos da FIA, afirmou que as simulações indicam que os carros estão ficando entre um e dois segundos e meio mais lentos por volta, mas isso representa apenas o começo, já que as equipes devem desenvolver os modelos rapidamente. Ele disse ainda que a expectativa é de que, em breve, não haja mais reclamações sobre a velocidade dos carros e que o desempenho não se aproxima ao nível da Fórmula 2, embora nem todas as equipes tenham enviado dados sobre o downforce previsto de seus monopostos, o que pode deixar algumas em posição menos favorável no início.
Nesta semana, Tombazis adiantou que a FIA oferecerá uma série de compensações às equipes que enfrentarem dificuldades com o desempenho dos novos motores. As unidades de potência permanecerão híbridas, mas passarão por simplificações e perderão o sistema de recuperação de energia proveniente da queima de gases, o MGU-H.
FIA divulga como será os carros de 2026 (Foto: reprodução/Instagram/@fia.official)
Novo regulamento traz fim do DRS e assoalho plano na F1
Os carros de 2026 serão menores e terão mudanças aerodinâmicas: a asa traseira perderá o DRS, enquanto a dianteira será móvel. O efeito solo também será reduzido com o assoalho parcialmente plano, diminuindo a geração de pressão aerodinâmica pela parte inferior dos monopostos.
“Houve fases ao longo da história do esporte em que os tempos de volta diminuíram. Não acho que isso tenha prejudicado o esporte. Você se acostuma rapidamente. Também há diferenças de um segundo e meio no grid. Isso torna o carro mais lento um carro de corrida pouco atraente? O piloto sente o um segundo e meio. De fora, você mal percebe”, continuou o diretor de monopostos da FIA.
Simuladores ajudam equipes a definir regras da F1 para 2026
O diretor de monopostos informou que os pilotos já testam os novos projetos nos simuladores e que as equipes seguem contribuindo para a definição dos regulamentos de 2026. Isso permite que ainda sejam realizados ajustes e melhorias antes da aplicação das regras na próxima temporada.
“Ainda não finalizamos as regras. Elas serão ajustadas passo a passo, dependendo das experiências que as equipes tiverem e nos reportarem. Quanto mais intensamente as equipes e os fabricantes de motores se envolverem e quanto mais os pilotos testarem os carros de 2026 no simulador, mais feedback receberemos. Espero que, entre agora e o início da temporada do ano que vem, implementemos mais algumas medidas para melhorar o fluxo de energia e garantir que os carros não desacelerem repentinamente nas retas ou façam qualquer outra coisa anormal. Portanto, muitos dos comentários sobre o comportamento dos carros são prematuros. O produto ainda não está pronto”, disse Nicholas Tombazis.
Domenicali apoia novas regras e pede receptividade da F1
O tema também recebeu atenção do presidente da Fórmula 1, Stefano Domenicali, que manifestou apoio às alterações planejadas para a categoria e destacou a importância de uma abordagem aberta em relação aos efeitos das novas regras.
Stefano Domenicali, presidente da Fórmula 1, defende uma abordagem aberta para compreender os impactos das mudanças na categoria. Segundo ele, é importante evitar reações exageradas e dar tempo para que os ajustes necessários sejam identificados com base na experiência das equipes e da FIA. A atenção será redobrada na primeira corrida da temporada, mas qualquer modificação só será implementada após discussão cuidadosa sobre o que realmente precisa ser ajustado.
Stefano Domenicali (Foto: reprodução/ Kym Illman/ Getty Images Embed)
GP da Austrália abre temporada 2026 da Fórmula 1
A Fórmula 1 terá início da temporada 2026 em 8 de março, com o GP da Austrália. O calendário prevê 24 etapas, incluindo o GP de São Paulo, marcado para 8 de novembro.

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