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Carlo Ancelotti, treinador da Seleção, recebe condenação de prisão na Espanha

Carlo Ancelotti I Reprodução/ picture alliance/ Getty Images Embed

Carlo Ancelotti, que está à frente da Seleção Brasileira, foi sentenciado a um ano de prisão por sonegação fiscal na Espanha. Além da pena, o técnico italiano terá que arcar com uma multa de 386,36 mil euros, o que equivale à cerca de R$ 2,47 milhões na cotação atual.

Tribunal de Madri condena Ancelotti por fraude em 2014

A decisão partiu da Seção 30 do Tribunal Provincial de Madri e foi tornada pública pela agência de notícias “EFE”. Segundo a publicação, a pena de prisão e a multa estão ligadas a uma possível infração fiscal ocorrida em 2014. Ancelotti também foi investigado por um caso semelhante em 2015, mas acabou absolvido naquela ocasião.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) declarou que está atenta à situação e que o caso está sendo tratado diretamente pela equipe jurídica de Carlo Ancelotti. Até o momento, o treinador não se pronunciou publicamente.

Apesar da condenação à prisão, Carlo Ancelotti não deve ser preso. Pela legislação espanhola, penas inferiores a dois anos para crimes sem uso de violência costumam ser cumpridas em liberdade.

Integrantes da equipe do treinador afirmam ainda que a decisão não representa uma sentença final, mas sim o reconhecimento de que há indícios suficientes para que o processo siga em andamento na Justiça.


Carlo Ancelotti no comando da Seleção Brasileira (Foto: reprodução/ RODRIGO BUENDIA/ Getty Images Embed)


Ancelotti foi condenado à prisão em julgamento realizado em abril

Embora a condenação de Carlo Ancelotti tenha vindo a público apenas nesta quarta-feira (9), a agência EFE revelou que o julgamento ocorreu ainda no início de abril.

Durante seu depoimento, o técnico afirmou que “nunca teve a intenção de enganar a Fazenda Pública” da Espanha. Ancelotti, que na época era treinador do Real Madrid, disse ter seguido orientações do clube e de seus consultores.

A defesa do italiano solicitou à Justiça que ele fosse absolvido. Caso a condenação fosse mantida, os advogados pediram que fossem consideradas atenuantes, já que o treinador quitou a dívida com o fisco antes de 2021.

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