A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou oficialmente que a Seleção Brasileira fará dois amistosos internacionais em outubro, ambos na Ásia. O Brasil enfrentará a Coreia do Sul no dia 10, em Seul, e depois o Japão, no dia 14, em Tóquio.
Os jogos fazem parte da agenda traçada pela comissão técnica para ampliar o leque de experiências da equipe de Carlo Ancelotti até a Copa do Mundo de 2026.
Dois testes em sequência
A viagem à Ásia será marcada por compromissos em datas próximas. O primeiro duelo, contra a Coreia do Sul, acontecerá às 8h (horário de Brasília) no Estádio de Seul. Quatro dias depois, às 7h30, será a vez de encarar os japoneses no Estádio Nacional de Tóquio, dentro da tradicional Copa Kirin, torneio amistoso que costuma receber seleções de destaque.
Segundo a CBF, a escolha de adversários asiáticos atende a um planejamento já definido: permitir que os atletas brasileiros enfrentem estilos diferentes de jogo, o que amplia a preparação rumo ao Mundial que será disputado nos Estados Unidos, México e Canadá.
Experiência internacional como meta
Rodrigo Caetano, coordenador executivo da Seleção, explicou que o objetivo vai além da simples realização de amistosos. Para ele, atuar contra o Japão e a Coreia é fundamental para que a equipe vivencie cenários que poderão aparecer em 2026.
“O futebol asiático se caracteriza pela disciplina e intensidade. Os jogadores correm o tempo inteiro, marcam de maneira incansável e forçam os rivais a buscar alternativas criativas. É um tipo de experiência que precisamos incorporar ao nosso processo de preparação”, destacou Caetano.
A fala do dirigente reforça a linha da CBF de ampliar a diversidade de adversários.
Lembranças recentes contra japoneses e sul-coreanos
A Seleção Brasileira já enfrentou o Japão e a Coreia do Sul recentemente, e com bons resultados. Em junho de 2022, o time venceu os japoneses por 1 a 0, também em Tóquio, em partida decidida por um gol de Neymar.
Poucos meses depois, em dezembro do mesmo ano, o Brasil goleou a Coreia do Sul por 4 a 1 nas oitavas de final da Copa do Mundo do Catar. Na ocasião, Vini Jr., Neymar, Richarlison e Paquetá balançaram as redes, garantindo vaga nas quartas de final com uma atuação ofensiva que animou os torcedores.
Esses históricos positivos criam expectativa sobre como será o reencontro, agora em um contexto diferente: preparação antecipada para o próximo Mundial.
Eliminatórias em segundo plano
Os amistosos só acontecerão em outubro, mas antes disso a Seleção, sob coordenação da CBF, terá dois compromissos válidos pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. Já classificado com antecedência, o Brasil entra em campo sem pressão.
No dia 4 de setembro, enfrenta o Chile, no Maracanã. Em seguida, no dia 9, joga contra a Bolívia em El Alto, na altitude de mais de 3.500 metros. A convocação para esses duelos já foi feita por Carlo Ancelotti, que aproveitou para observar nomes novos e testar alternativas.
“Não se trata apenas de cumprir tabela. Vamos aproveitar cada partida para avaliar jogadores e ajustar a equipe. A prioridade é estar em boas condições técnicas e físicas para 2026”, disse o técnico.
Carlo Ancelotti (Reprodução/Integram/@brasil/CBF/Seleção Brasileira de Futebol)
Com os amistosos confirmados pela CBF, a Seleção Brasileira segue fortalecendo sua preparação internacional, ampliando o leque de observações técnicas e estratégicas antes dos compromissos oficiais. Os confrontos na Ásia não apenas oferecem ritmo de jogo, mas também reforçam o posicionamento da equipe sob o comando de Carlo Ancelotti em cenários competitivos fora do eixo sul-americano.
Jornalista com especialização em Neurolinguística. Informação traduzida com ética, responsabilidade e acessível ao leitor.

