A McLaren optou por continuar adotando uma política de igualdade entre seus pilotos Lando Norris e Oscar Piastri na luta pelo título da Fórmula 1. Mesmo com os riscos que essa abordagem já trouxe no passado, como no confronto entre Lewis Hamilton e Fernando Alonso em 2007, a equipe britânica mantém a estratégia. Com uma diferença de apenas nove pontos entre os dois e dez GPs restantes na temporada 2025, a McLaren acredita que ambos devem ter as mesmas chances durante as corridas.
Estratégias dos “Papayas” brilham na Hungria e em Spa
A estratégia da McLaren ficou clara na corrida da Hungria: mesmo após perder posições na largada, Norris usou uma tática de apenas uma parada nos boxes, o que foi fundamental para sua vitória. Na corrida anterior, em Spa, a escolha por pneus mais duros não trouxe o resultado esperado para o piloto.
“Sabemos do risco de não apoiar um único piloto, mas daremos a Oscar e Lando oportunidades iguais de lutar na pista para vencer o campeonato mundial de pilotos. Isso é empolgante para nós e para o esporte”, disse o CEO da equipe, Zak Brown.
Zak Brown, Lando Norris e Oscar Piastri (Foto: reprodução/Instagram/@zbrownceo)
Duelo histórico na categoria
A escolha da McLaren já foi vivida pela própria equipe no passado. Em 2007, a rivalidade entre Fernando Alonso e Lewis Hamilton acabou favorecendo Kimi Raikkonen. Enquanto os pilotos “Papayas” brigavam entre si, Raikkonen, da Ferrari, levou o título mundial naquele ano.
Fernando Alonso e Lewis Hamilton como pilotos da McLaren em 2007 (Foto: reprodução/ANTONIO SCORZA/ Getty Images Embed)
Ao mesmo tempo, Lando Norris e Oscar Piastri parecem manter um respeito mútuo e seguir as regras impostas pela equipe, apesar de alguns momentos de tensão. No Grande Prêmio do Canadá, por exemplo, houve um acidente envolvendo os dois, com responsabilidade atribuída ao piloto britânico. Em Monza, uma manobra do líder do Mundial de Construtores sobre seu companheiro na curva 3 fez com que perdesse a posição para o monegasco Charles Leclerc.
As disputas entre os pilotos da McLaren têm ocorrido em vários circuitos do calendário, com destaque para as corridas em Spa e Hungaroring nas últimas semanas. Piastri venceu em Spa, enquanto Norris foi o vencedor na Hungria. Zak Brown, CEO da McLaren, comentou que a equipe reconhece que incidentes já aconteceram e podem acontecer novamente, mas o importante é estar preparado para esses momentos. Segundo ele, os benefícios de manter essa forma de competição superam as possíveis consequências, mesmo sabendo dos riscos envolvidos.
Disputa entre Norris e Piastri no GP da Hungria (Foto: reprodução/Joe Portlock/ Getty Images Embed)
Apesar dos desafios enfrentados anteriormente, Brown continua apoiando firmemente a estratégia adotada pela equipe.
“Em primeiro lugar, eu já disse isso antes, mas realmente acredito que temos a melhor dupla de pilotos da F1 e não a trocaria por nenhuma outra. Em segundo lugar, quando você tem dois pilotos disputando o campeonato mundial, há naturalmente muita empolgação – e nós compartilhamos essa empolgação. Não há nada que gostemos mais do que ver esses caras lutando. Portanto, que vença o melhor”, declarou Brown.
Talento e respeito mantêm a disputa acirrada
A McLaren seguirá permitindo que seus pilotos adotem estratégias individuais nas próximas corridas, confiando que eles manterão o respeito mútuo mesmo com a pressão pelo título aumentando. Andrea Stella, chefe da equipe, destacou que a abordagem adotada oferece aos pilotos a chance de mostrar seus talentos, aspirações e crescimento constante. Ele ressaltou a sorte de contar não só com uma boa equipe, mas também com dois grandes pilotos e indivíduos, Oscar Piastri e Lando Norris.
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