O Prêmio Oceanos 2025, um dos mais importantes da literatura em língua portuguesa, anunciou nesta quinta-feira (23) os dez finalistas da edição, cinco na categoria prosa e cinco em poesia, com autores de Angola, Brasil, Moçambique e Portugal. A edição registrou um recorde de 3.432 inscrições, evidenciando o alcance internacional da premiação.
Finalistas de prosa exploram memória e história
Entre os finalistas de prosa estão A cegueira do rio, de Mia Couto (Moçambique); Mestre dos batuques, de José Eduardo Agualusa (Angola); Ressuscitar mamutes, de Silvana Tavano (Brasil); As melhoras da morte, de Rui Cardoso Martins (Portugal); e Vermelho delicado, de Teresa Veiga (Portugal). As obras exploram temas como memória, identidade, amor e revisitação histórica, combinando mito e introspecção.
Indicados do Prêmio Oceanos divulgado oficialmente nas redes sociais (Foto: reprodução/Instagram/@oceanospremio)
Poesia celebra pluralidade e experimentação
Na categoria poesia, foram selecionados O pito do pango & outros poemas, de Fabiano Calixto; Coram populo – Poesia reunida, de Maria do Carmo Ferreira; Longarinas, de Ana Maria Vasconcelos; As coisas do morto, de Francisco Guita Jr.; e Lições da miragem, de Ricardo Gil Soeiro. Os livros destacam-se pela inventividade formal e pela reflexão sobre finitude e linguagem.
Júri internacional e anúncio dos vencedores
O júri de prosa inclui Bernardo Ajzenberg, Wellington de Melo, Ungulani Ba Ka Khosa, Carlos Maria Bobone e Sara Figueiredo Costa. Já o de poesia é composto por Ana Paula Tavares, Juliana Krapp, Rodrigo Lobo Damasceno, Daniel Jonas e Rosa Oliveira. Os vencedores serão anunciados em 10 de dezembro.
Sobre o prêmio
Realizado via Lei Rouanet, o Oceanos tem patrocínio do Banco Itaú e apoio de instituições culturais de Portugal, Moçambique e Cabo Verde, consolidando-se como o principal reconhecimento da literatura lusófona.

Sou o Luca, tenho 19 anos e estudo Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero em São Paulo. Minha maior paixão sempre foi o futebol e cinema na minha vida também nunca faltou.
