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Jaguar, ícone do humor crítico e fundador de ‘O Pasquim’ que marcou 50 anos de história

Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe, mais conhecido como Jaguar, começou sua carreira nos anos 1950 na revista Manchete, influenciado pelo cartunista Borjalo a adotar o pseudônimo que o tornaria famoso.

Nos anos 1960, destacou-se em publicações como a revista Senhor, os semanários Pif-Paf e jornais como Última Hora e Tribuna da Imprensa, consolidando seu traço marcante e sua crítica ácida à sociedade brasileira.

O cartunista, que foi um dos fundadores do icônico jornal satírico brasileiro O Pasquim, faleceu na sexta-feira(22) aos 93 anos. Reconhecido por seu humor irreverente e crítica política contundente, Jaguar deixa um legado duradouro no jornalismo alternativo e na caricatura no Brasil.

O Pasquim de Jaguar e a resistência à ditadura

Em 1969, Jaguar fundou O Pasquim, junto com nomes como Tarso de Castro, Sérgio Cabral, Henfil e Ziraldo. O jornal se tornou um símbolo da resistência cultural durante a ditadura militar, usando humor, charges e textos sarcásticos para criticar o regime e enfrentar a censura. Jaguar permaneceu como único fundador ativo na publicação até seu encerramento em 1991.


Documentário “O PasquimA Subversão do Humor”, 2004/(Vídeo: reprodução/YouTube/Câmara dos Deputados)

Entre suas criações, destacava-se o personagem Sig, um rato antropomórfico que se tornou mascote do Pasquim e símbolo da sátira política, ilustrando a irreverência característica do jornal.Com seu olhar sarcástico e expressões antropomórficas, Sig era usado para fazer comentários irônicos sobre política, o personagem ajudava a equipe a contornar a censura da época.

Legado eterno

Após o fim de O Pasquim, o cartunista continuou a trabalhar em jornais como O Dia e A Notícia, produzindo charges e crônicas. Sua obra influenciou gerações de cartunistas e jornalistas, mantendo vivo o espírito crítico e irreverente que marcou toda a sua trajetória.

O falecimento de Jaguar foi lamentado por colegas, artistas e fãs de todo o Brasil. Sua contribuição para o humor gráfico, a crítica política e a liberdade de expressão permanece como referência na história da imprensa e da cultura brasileira.

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