Todos sabemos que, quando o assunto é leitura — principalmente entre o público mais jovem —, há uma tendência cada vez maior em direção ao digital. Isso pode ser preocupante para os fabricantes e vendedores de livros físicos.
No entanto, uma reportagem publicada pelo jornal Estadão mostrou que diversas editoras têm apostado em livros físicos como objeto de desejo para atrair novos leitores.
Lançamentos com edições especiais acompanhadas de brindes têm se tornado ferramentas eficazes para conquistar o público jovem, oferecendo uma experiência mais sensorial, visual e colecionável que o digital não proporciona.
Pré-venda do livro “Casamento por (in)conveniência” da autora Victoria Mendes pela Qualis Editora com marcador da capa do livro, card dos personagens, pôster dos personagens, cartelinha de adesivos personalizada de brindes – confira aqui (Foto: reprodução/Qualis Editora)
Livros e as mídias digitais
Além de atrair leitores, os livros físicos também têm ganhado força como fonte de criação de conteúdo em comunidades digitais, como o BookTok. Entrevistados pela reportagem afirmam que essas edições especiais impulsionam o engajamento nas redes sociais e incentivam mais pessoas a embarcarem no universo da leitura.
Um exemplo prático de que essa estratégia tem funcionado é o caso da escritora Ana Maria Gonçalves. Após ser nomeada Imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), a venda de seus livros quadruplicou. Segundo dados do Poder360, cerca de 5 mil exemplares foram vendidos em apenas 15 dias — quatro vezes mais do que no mês anterior ao anúncio.
Brindes e design como estratégia editorial
Além do conteúdo literário, o apelo visual e os itens colecionáveis têm se tornado protagonistas na hora da compra. Capas com acabamentos especiais, marcadores personalizados, pôsteres, adesivos e até brindes exclusivos como velas aromáticas ou pins temáticos são pensados para criar uma experiência sensorial completa.
Essa abordagem transforma o ato de ler em algo que vai além da narrativa — é também sobre pertencimento, estética e afeto. Para muitos jovens leitores, o livro físico deixa de ser apenas um produto e passa a ocupar o lugar de objeto de expressão pessoal e cultural.
E aí, o que você achou dessa estratégia para os livros físicos? Deixe nos comentários!
