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Praça Clóvis resgata literatura brasileira esquecida

Imagem de placa escrito Praça Clóvis

Imagem de placa escrito Praça Clóvis

O projeto Praça Clóvis, lançado em 19 de maio de 2025 pela Universidade de Brasília (UnB), mapeia a literatura brasileira desde 1970, destacando autores negligenciados pelo mercado e pela crítica.

Coordenado por Regina Dalcastagnè, o site reúne 230 resenhas de romances, debates presenciais e exposições, promovendo reflexão sobre o Brasil. Com apoio do CNPq, a iniciativa já alcança leitores e pesquisadores no Brasil e no exterior.

Um resgate da memória literária nacional

O Praça Clóvis, idealizado pelo Grupo de Estudos em Literatura Brasileira Contemporânea (GELBC) da UnB, combate o esquecimento de obras cruciais.

Regina Dalcastagnè destaca nomes como Osman Lins (Avalovara), que precisou de financiamento coletivo para reedição, e Gilvan Lemos, pouco lembrado apesar de sua relevância.

O site organiza resenhas por autoria (negra, indígena, feminina), região, década e temas como ditadura e questões raciais, promovendo diversidade.

Mais de 300 pesquisadores, incluindo da UFMG, colaboraram por três anos, produzindo análises de obras como A Hora da Estrela (Clarice Lispector) e Ainda Estou Aqui (Marcelo Rubens Paiva). “É um projeto grandioso que ajuda a entender o Brasil pela arte literária”, diz Telma Borges (UFMG).


Integrantes do Praça Clóvis explicando sobre o projeto (Vídeo: reprodução/Instagram/@pracaclovis)


Além do virtual: debates e exposições

O Praça Clóvis vai além do digital com ações presenciais na Biblioteca Demonstrativa de Brasília (Asa Sul), que sedia até 19 de junho de 2025 a exposição Praça Clóvis – Literatura e Artes Visuais, com 50 ilustrações inspiradas nas resenhas, curadas por Léo Tavares.

O ciclo “Encontros na Praça” debate romances como Becos da Memória (Conceição Evaristo, 22/05), O que deu para fazer em matéria de história de amor (Elvira Vigna, 05/06) e Onde pastam os minotauros (Joca Reiners Terron, 26/06), com transmissão ao vivo pelo @bdbcultural.

A biblioteca, fundada em 1970, oferece acessibilidade, wi-fi, espaço infantil e empréstimo de até três livros por 15 dias, reforçando o acesso público à cultura.

Impacto global e futuro do projeto

Com apoio do CNPq, o Praça Clóvis será apresentado em junho de 2025 nas universidades de Milão, Oxford e Sorbonne, ampliando o alcance da literatura brasileira.

A newsletter tem 2.000 assinantes, e o site planeja incluir contos, poesia, teatro e entrevistas com escritores, além de pesquisas sobre mercado editorial e traduções, segundo o MEC.

Internautas celebram o lançamento, destacando a relevância do projeto. Toni Moraes (USP) chama a iniciativa de “essencial” para a divulgação da literatura nacional.

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Qual obra do Praça Clóvis você quer redescobrir? Comente aqui no Rolling Screen!

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