O cantor e compositor Ed Sheeran acaba de lançar Play, trabalho que marca o encerramento da chamada “era matemática” de sua discografia e abre espaço para uma fase mais experimental e ambiciosa. O álbum chegou às plataformas em 12 de setembro de 2025 e já vem sendo apontado como um dos projetos mais ousados da carreira do britânico.
Entre os lançamentos musicais de setembro, Play já desponta como um dos destaques do mês, ao lado de outros projetos que estão movimentando a cena internacional.
As influências globais de Ed Sheeran
Em Play, Ed Sheeran mantém a essência que o consagrou, melodias acessíveis e letras confessionais, mas amplia o espectro sonoro ao incorporar referências da música indiana, persa e até elementos do folk irlandês. O resultado é um mosaico que se distancia da linearidade dos álbuns anteriores e revela um artista em busca de novas formas de expressão.
Para essa empreitada, Sheeran contou com produtores de peso, como ILYA, Andrew Watt e Louis Bell, nomes ligados a grandes sucessos do pop contemporâneo. A presença desses colaboradores garante ao disco um acabamento moderno e sofisticado, sem perder a carga emocional que caracteriza a obra do cantor.
“Camera”: intimidade em forma de canção
O carro-chefe do álbum é “Camera”, balada inspirada na relação de Sheeran com a esposa, Cherry Seaborn. A faixa ganhou um videoclipe dirigido por Emil Nava e estrelado por Phoebe Dynevor, atriz conhecida pela série Bridgerton. Filmado inteiramente com iPhone em locações da Croácia, o vídeo aposta em uma narrativa simples e afetiva, mostrando os primeiros passos de um romance por meio de cenas espontâneas e cotidianas.
O próximo capítulo de Ed Sheeran
Com Play, Ed Sheeran demonstra não estar preso a fórmulas. Pelo contrário: assume riscos ao se abrir para novas sonoridades e, ao mesmo tempo, preserva a proximidade com o público que acompanha sua trajetória desde os primeiros sucessos.
O cantor já anunciou que levará o disco para uma turnê mundial, além de participação no Tiny Desk Concert, da NPR, onde explora as faixas inéditas utilizando sua tradicional loop station. A expectativa é de que o projeto consolide essa virada artística e mostre que, após encerrar a matemática, Sheeran está pronto para brincar com novas possibilidades musicais.
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Formada em Letras – Inglês, professora, tradutora e estudante de jornalismo. Leonina, amante de cultura pop e mãe de gato.

