O show do intervalo do Super Bowl, tradicionalmente marcado por grandes apresentações musicais, virou alvo de polêmica. O cantor porto-riquenho Bad Bunny, possível indicado ao Grammy do próximo ano e anunciado como atração principal da edição de 2026, foi citado por Corey Lewandowski, aliado próximo de Donald Trump, em declarações polêmicas sobre imigração.
Segundo ele, o evento esportivo pode ser usado como “ponto de batida” para operações do ICE (Immigration and Customs Enforcement – Serviço de Imigração e Controle de Alfândega), agência responsável pela fiscalização de imigrantes nos Estados Unidos. “Não importa se é em um show do Bad Bunny ou em qualquer outro lugar: se estiverem no país ilegalmente, vamos encontrar e deter”, afirmou em entrevista ao The Benny Show.
Críticas à escolha de Bad Bunny e reação do governo americano
Lewandowski também criticou a escolha de Bad Bunny para o Super Bowl, chamando-a de “vergonhosa”. O artista, uma das maiores vozes da música latina, já havia se manifestado contra medidas rígidas de imigração e chegou a evitar shows nos Estados Unidos por receio de operações direcionadas ao seu público.
As declarações geraram desconforto em autoridades locais. Representantes da cidade de Santa Clara, na Califórnia, que receberá o evento no Levi’s Stadium, afirmaram que não houve comunicação oficial sobre ações do ICE no estádio. A prefeitura reforçou que a segurança do Super Bowl é coordenada por órgãos federais, como o FBI, além da polícia local, e que não caberia a assessores políticos determinarem medidas de fiscalização.
Preocupação entre fãs latinos
Especialistas lembram que operações migratórias em eventos de grande porte exigem ordens judiciais específicas e podem gerar controvérsias legais. Para comunidades latinas, a fala de Lewandowski acendeu um alerta: há temor de que a presença de agentes transforme um momento cultural de celebração em motivo de insegurança.
O show de Bad Bunny no Super Bowl representava, até então, um marco simbólico de reconhecimento da cultura latina em um dos maiores palcos do entretenimento mundial. Agora, o espetáculo também carrega o peso de um debate político que mistura esporte, música e imigração.
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Formada em Letras – Inglês, professora, tradutora e estudante de jornalismo. Leonina, amante de cultura pop e mãe de gato.
