Bolsonaro foi transferido nesta quinta-feira (15) para a Sala de Estado-Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecida como Papudinha, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A transferência foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito de decisão judicial relacionada aos processos em que o ex-presidente é réu, após a defesa e familiares questionarem as condições da custódia na Superintendência da Polícia Federal (PF).
Transferência de Bolsonaro para a Papudinha
A transferência de Jair Messias Bolsonaro para a Papudinha foi determinada por Moraes em decisão publicada nesta quinta-feira, com o objetivo de adequar o local de custódia às normas da execução penal e às condições avaliadas no processo. Segundo o STF, a medida leva em consideração aspectos estruturais e de segurança do espaço onde o ex-presidente permanece detido.
Bolsonaro estava custodiado na Superintendência da Polícia Federal em Brasília desde novembro de 2025, após decisões judiciais no âmbito das investigações relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023. Com a mudança, ele passa a permanecer no Complexo Penitenciário da Papuda, em uma sala vinculada à Polícia Militar do Distrito Federal.
De acordo com o ministro Alexandre de Moraes, a transferência não altera o regime de cumprimento da pena nem representa benefício adicional, tratando-se apenas de uma mudança de local, respeitando os parâmetros legais previstos para a custódia.
Nova custódia de Bolsonaro
A Sala de Estado-Maior da Papudinha possui cerca de 64,8 metros quadrados e conta com quarto, banheiro, cozinha, lavanderia, sala e área externa. O espaço é maior do que a área ocupada anteriormente na PF, que tinha aproximadamente 12 metros quadrados, conforme informações do processo.
No novo local, Bolsonaro poderá realizar atividades como banho de sol e exercícios físicos, além de receber visitas em dias e horários previamente definidos pela administração penitenciária, conforme autorizado na decisão judicial.
O ministro Alexandre de Moraes também autorizou a prestação de assistência médica contínua, incluindo atendimento por profissionais do sistema penitenciário e médicos particulares previamente cadastrados. Em situações de urgência, está prevista a possibilidade de encaminhamento imediato a unidades hospitalares, com posterior comunicação ao STF. Alguns pedidos apresentados pela defesa, como o acesso a equipamentos eletrônicos, foram indeferidos.
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