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Brasil enfrenta surto de influenza em 2025

Brasil enfrenta surto de influenza em 2025

Foto destaque: Crianças tomando soro (Reprodução/Agência Brasil)

O Brasil está enfrentando um novo surto de influenza, com 15 estados e o Distrito Federal em situação de alerta ou alto risco para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O dado é do mais recente boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado na última quinta-feira (5). A baixa adesão à campanha de vacinação contra a gripe é apontada como o principal fator para o agravamento da situação.

De acordo com o relatório, a cobertura vacinal contra a gripe está em apenas 35%, percentual considerado muito abaixo do necessário para conter a disseminação do vírus. A baixa adesão tem gerado um aumento expressivo nas hospitalizações, especialmente por influenza A, o tipo mais comum e agressivo do vírus no país.

Alerta em unidades de saúde e crescimento de internações

O crescimento no número de internações vem sendo registrado nas últimas semanas em diversas regiões do Brasil. O impacto é mais evidente em grupos de risco, como idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com comorbidades. Hospitais públicos de capitais como São Paulo, Recife e Porto Alegre já relatam aumento de demanda em alas respiratórias.


Influenza no Brasil (Foto: reprodução/Instagram/@portalg1)


Especialistas alertam que a situação pode se agravar com a chegada do inverno, quando o vírus da gripe circula com mais intensidade. A Fiocruz reforça a necessidade de intensificar campanhas de vacinação e ampliar o acesso da população às doses disponíveis no SUS.

Vacinação é a principal arma contra o surto

A influenza é uma infecção viral que pode parecer simples, mas tem potencial letal, especialmente quando evolui para SRAG. A vacinação anual é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a forma mais eficaz de prevenção. O Ministério da Saúde deve lançar, ainda este mês, uma nova fase de comunicação para incentivar a imunização.

Enquanto isso, especialistas pedem cautela: manter hábitos de higiene, evitar aglomerações e procurar atendimento médico ao sinal dos primeiros sintomas são medidas essenciais para frear o avanço do surto.

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