A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quarta-feira (11) que os ataques de 8 de janeiro de 2023 contra as sedes dos Três Poderes não podem ser vistos como um episódio trivial.
Segundo Cármen Lúcia, os atos representaram um movimento articulado que ultrapassa a ideia de uma manifestação espontânea.
“O 8 de janeiro de 2023 não foi um acontecimento banal, depois de um almoço de domingo, quando as pessoas saíram para passear”, disse a ministra.
Planejamento e estratégia golpista
Durante seu voto no julgamento da trama golpista, Cármen Lúcia ressaltou que as ações não foram improvisadas, mas fruto de planejamento que visava uma ruptura democrática.
Cármen Lúcia fala sobre 8 de janeiro (Vídeo: reprodução/Instagram/@portalg1)
“O inédito e infame conjunto de acontecimentos havidos ao longo de um ano e meio para inflar, instigar por práticas variadas de crimes, quando haveria de ter uma resposta no direito penal”, declarou.
A ministra reforçou ainda que os ataques faziam parte de uma estratégia consciente, organizada e direcionada a objetivos antidemocráticos.
“Todos os empreendimentos que espalham os seus tentáculos de objetivos autoritários são ações plurais, pensadas, executadas com racionalidade, na busca da finalidade específica”, completou.
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