A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi a quarta integrante da Primeira Turma a se manifestar no julgamento sobre a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Durante seu voto, proferido nesta quinta-feira (11), ela destacou a responsabilidade direta do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na condução do esquema investigado.
Ao justificar sua posição, Cármen Lúcia foi enfática ao afirmar que Bolsonaro não apenas tinha conhecimento dos atos golpistas, mas também exerceu papel de liderança.
“Jair Bolsonaro participou do crime na condição de líder”, declarou a ministra, reforçando que o ex-presidente se colocou à frente da organização criminosa apontada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Papel de comando e articulação
Segundo a ministra, os elementos apresentados no processo demonstram que os ataques de 8 de janeiro de 2023 e as articulações anteriores não foram fruto de improviso. Para ela, tratou-se de um movimento planejado, executado de forma organizada e com objetivos claros de ruptura democrática.
Cármen Lúcia (Vídeo: reprodução/Instagram/@portalg1)
Maioria pela condenação no STF
Com o voto de Cármen Lúcia, formou-se maioria na Primeira Turma do STF pela condenação de Bolsonaro e de outros sete réus. O placar está em 3 a 1, restando apenas o voto do ministro Cristiano Zanin, que já não altera o resultado.

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