Israel deu um passo decisivo rumo à trégua no conflito que já dura dois anos na Faixa de Gaza. Após semanas de negociações intensas, o governo israelense aprovou na noite de quinta-feira (9) uma resolução que estabelece um cessar-fogo com o Hamas, incluindo a libertação de reféns vivos e a devolução dos corpos daqueles que morreram durante o confronto.
A decisão foi tomada em uma reunião do gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, com expectativa de que o cessar-fogo entre em vigor dentro de 24 horas após a ratificação oficial do acordo. As primeiras movimentações para retirada de tropas devem começar ainda nesta semana.
O governo de Israel aprovou a resolução de um cessar-fogo (Foto: Reprodução/@cnnpolitica /@cnnbrasil)
Acordo entre Israel e Hamas muda rumos da guerra
O cessar-fogo foi costurado com mediação do Egito e o apoio direto dos Estados Unidos, que agora também atuam na implementação do acordo. O grupo Hamas se comprometeu a libertar 20 reféns vivos entre domingo (12) e segunda-feira (13). Além disso, iniciou o processo de identificação e devolução dos corpos de 28 reféns mortos, embora ainda alegue desconhecimento sobre o paradeiro de alguns deles.
Transição no controle de Gaza e futuro da região
O acordo firmado também exige que o Hamas entregue as armas e abra mão do controle político da Faixa de Gaza. A região, devastada por anos de guerra, passará a ser administrada por um governo de transição internacional, que contará com representantes neutros e aval da ONU.
O presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, confirmou que o acordo de cessar-fogo é formal e vinculante. Ele afirmou que o Egito continuará atuando como mediador para garantir que as cláusulas sejam respeitadas pelas duas partes.
Expectativas e desconfianças
Apesar da euforia inicial, parte da comunidade internacional se mostra cautelosa. Organizações de direitos humanos alertam que ainda é cedo para comemorar e pedem garantias formais sobre o cumprimento das cláusulas. O Hamas, por sua vez, exigiu que os Estados Unidos atuem como fiadores do acordo e garantam que Israel cumpra todos os termos.
Benjamin Netanyahu, em pronunciamento oficial, agradeceu ao presidente Trump pelo apoio e classificou a libertação dos reféns como “uma missão sagrada cumprida com honra”. Ele também reforçou que o exército manterá controle sobre áreas estratégicas de Gaza, mesmo durante a retirada.
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