Belém se tornou o centro das atenções do planeta nesta quinta-feira (6). Durante a abertura da sessão temática sobre Clima e Natureza, parte da Cúpula do Clima que antecede a COP30, o presidente Lula (PT) fez um chamado direto à união global. Em seu discurso, ele afirmou que chegou a hora de “unir forças contra a crise climática”, reforçando a necessidade de uma ação coletiva entre nações, empresas e sociedade civil.
“Nenhum país pode enfrentar sozinho”
Lula destacou que a crise climática é o maior desafio do século e que nenhum país conseguirá superá-la isoladamente. O presidente relembrou convenções e acordos anteriores, mas pontuou que o cenário atual exige algo mais robusto e imediato. “Somente o multilateralismo revigorado pode equacionar esses dilemas de ação coletiva”, afirmou Lula, enfatizando que a cooperação internacional precisa sair do discurso e se tornar prática.
O presidente também comparou os efeitos da degradação ambiental à ausência de fronteiras:
“Os incêndios que consomem nossas florestas não respeitam fronteiras, nem o plástico que polui nossos oceanos e elimina a vida marinha.”
A urgência da crise climática
A crise climática, segundo o presidente, é o reflexo de um modelo de desenvolvimento que perdeu o equilíbrio entre crescimento econômico e sustentabilidade. Lula defendeu que a próxima década será decisiva para definir o futuro do planeta e reforçou que o Brasil tem papel estratégico nesse processo.
Entre os principais compromissos do governo brasileiro, ele citou a meta de desmatamento zero, a preservação da Amazônia e a proteção dos povos originários, considerados guardiões da floresta.
“Essa COP será a COP da verdade”, disse. “É hora de transformar ambição em ação e reencontrar o equilíbrio entre crescimento e sustentabilidade.”
O discurso de Lula ganhou destaque ao propor uma ação coletiva que vá além da diplomacia tradicional. A ideia é unir governos, empresas e comunidades em torno de metas comuns. O presidente lembrou que, há mais de 40 anos, a Convenção da ONU sobre o Direito do Mar foi capaz de criar um conceito de “patrimônio comum da humanidade”, mostrando que cooperação global é possível quando há vontade política.
Presidente Lula defendeu que é preciso unir forças contra a crise climática”(Vídeo:Reprodução/@cnnpolitica/@cnnbrasil)
Uma chamada à responsabilidade compartilhada
A fala de Lula ressoou não apenas entre autoridades, mas também entre representantes de organizações ambientais e lideranças comunitárias. Para eles, a mensagem de “ação coletiva” precisa se traduzir em medidas concretas: metas de emissão, incentivos à energia limpa, combate ao desmatamento e inclusão social nas políticas ambientais.
A crise climática não é apenas um problema ambiental, é também social e econômico. Afeta desde a produção de alimentos até a saúde pública e o acesso à água. A proposta do governo brasileiro é que as soluções passem por todos esses setores, de forma coordenada.
O desafio de transformar discurso em ação
Enquanto a COP30 se aproxima, o mundo observa o Brasil com expectativa. O país tem a chance de mostrar que desenvolvimento sustentável não é utopia, mas resultado de escolhas políticas e da mobilização coletiva.
A ação coletiva defendida por Lula coloca o Brasil no centro de um debate global e reforça a necessidade de compromisso, transparência e urgência diante da crise climática.
Jornalista com especialização em Neurolinguística. Informação traduzida com ética, responsabilidade e acessível ao leitor.
