A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão pelo caso da chamada Trama Golpista. A defesa afirmou receber a decisão com respeito, mas declarou “profunda discordância e indignação”.
Em nota, os advogados Celso Vilardi e Paulo Amador da Cunha Bueno sustentaram que o ex-presidente não participou de qualquer plano nem dos atos de 8 de janeiro de 2023.
Críticas ao processo
Segundo os advogados, Bolsonaro deveria ter sido julgado em primeira instância ou pelo plenário do STF. Eles também afirmam que não houve tempo suficiente para analisar todas as provas.
“A falta de tempo hábil para analisar a prova impediu a defesa de forma definitiva”, afirmaram.
A pena aplicada foi a mais alta entre os oito réus julgados. Para a defesa, a condenação é “absurdamente excessiva e desproporcional”.
Os advogados informaram que vão recorrer, inclusive em tribunais internacionais.
O julgamento
Além de Bolsonaro, ex-ministros e militares foram condenados. As acusações incluem golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
A maioria dos ministros apontou o ex-presidente como líder da organização criminosa que tentou impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Defesa de Jair Bolsonaro vê pena excessiva e vai recorrer (Foto: Reprodução/@portalg1)
A condenação de Bolsonaro é vista como um marco na história política brasileira. Enquanto o STF considera que houve tentativa de golpe, a defesa insiste em sua inocência e promete contestar a decisão em todas as frentes.
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