Dia da Consciência Negra é celebrado nesta quinta-feira, 20 de novembro, feriado em mais de 1.200 cidades e em seis estados brasileiros. A data homenageia a luta contra o racismo e a resistência negra, marcando o dia da morte de Zumbi dos Palmares, líder do maior quilombo do Brasil colonial, assassinado em 1695. Entenda a história por trás do 20 de novembro e sua importância atual!
A morte de zumbi e a escolha do Dia da Consciência Negra
Em 20 de novembro de 1695, Zumbi dos Palmares foi traído, capturado e decapitado por bandeirantes liderados por Domingos Jorge Velho. Sua cabeça foi exposta em praça pública em Recife para “desmentir” a lenda de sua imortalidade. Mais de 300 anos depois, em 1971, o Grupo Palmares–RS escolheu essa data para celebrar a resistência negra, rejeitando o 13 de maio (abolição formal em 1888) por considerá-lo uma “falsa liberdade”.
Como que virou feriado
- 2003: Lei municipal em várias cidades torna o 20 de novembro feriado.
- 2011: Lei federal 12.519 institui o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra (sem feriado nacional).
- 2023: Lei 14.759 torna feriado nacional – mas só entra em vigor em 2026.
- 2025: Feriado em AL, AM, BA, GO, MT, RJ, SP (capital) e mais de 1.200 municípios.
Em 2025, o feriado cai numa quinta-feira, emendando com o fim de semana em muitos lugares.
Black Lives Matter (Foto: reprodução/Unsplash)
Zumbi dos Palmares
Nascido livre em 1655 no Quilombo dos Palmares (atual Alagoas), Zumbi foi capturado criança, batizado como Francisco e educado por padre. Fugiu aos 15 anos, voltou ao quilombo e se tornou o maior estrategista militar contra os portugueses. Palmares chegou a ter 20 mil habitantes e resistiu por quase um século, maior símbolo de resistência à escravidão no Brasil.
Em 2025, a data reforça debates sobre racismo estrutural, cotas, violência policial e representatividade. Movimentos negros destacam: “Não é só feriado, é dia de luta”. Programações incluem atos em São Paulo (Vale do Anhangabaú), Salvador, Rio e Recife, com shows, debates e caminhadas.
Professora e aspirante a jornalista, Evellyn busca unir suas duas paixões: ensinar e informar. Possui experiência em supervisão editorial, redação e edição e, mais uma vez, tenta conectar dois mundos distintos, mas que fazem total sentido para quem lê e vive a informação.

