Na manhã desta terça-feira (12), o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) prendeu o empresário Sidney Oliveira, dono da rede de farmácias Ultrafarma, durante a Operação Ícaro. A ação investiga um esquema de corrupção fiscal que teria movimentado mais de R$ 1 bilhão em propinas pagas para favorecer empresas na quitação de débitos tributários.
A investigação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Grupo Especial de Delitos Econômicos (Gedec), com apoio da Polícia Civil. Foram cumpridos três mandados de prisão temporária e oito de busca e apreensão na capital e no interior de São Paulo.
De acordo com as apurações, parte do dinheiro recebido como propina era repassado por meio de uma empresa registrada em nome da mãe do fiscal, para ocultar a origem dos valores. O MP-SP informou que os presos serão ouvidos e, em seguida, encaminhados ao sistema prisional.
Outros presos na operação do MP-SP
Além de Sidney Oliveira, foram presos um fiscal da Fazenda paulista, apontado como líder do esquema, e um executivo da rede varejista Fast Shop. Segundo o MP-SP, o grupo manipulava processos administrativos para reduzir ou anular dívidas fiscais de grandes empresas em troca de pagamentos ilícitos.
Artur Gomes da Silva Neto, é supervisor da Diretoria de Fiscalização (DIFIS) da Fazenda estadual paulista e também foi preso na operação.
Outro preso é o diretor estatutário do grupo Fast Shop Mario Otávio Gomes, que foi encontrado em um apartamento na Zona Norte de São Paulo.
Busca e apreensão
Além das três prisões, os agentes executaram mandados de busca e apreensão em endereços residenciais dos investigados e nas sedes das empresas apontadas na investigação. O objetivo é recolher documentos, registros contábeis, dispositivos eletrônicos e outros materiais que possam reforçar as provas sobre o esquema apurado pelo Ministério Público.
Na casa de um dos investigados no esquema, em Alphaville, alvo de busca e apreensão, promotores e policiais encontraram e apreenderam dinheiro vivo e pacotes de esmeralda.
Os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As diligências seguem em andamento.
Sou jornalista, publicitária, apaixonada pelo poder da comunicação, pois acredito que o jornalismo tem a responsabilidade de educar e informar, sempre com ética e precisão.

