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EUA e Israel lançam ataque coordenado contra o Irã

Irã é atacado por Israel e EUA (Foto: Reprodução))

Os Estados Unidos e Israel realizaram um ataque coordenado contra o Irã, no início da manhã deste sábado (28). Explosões foram registradas na capital Teerã e em ao menos outras quatro cidades. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio.

Israel afirmou que o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, e o presidente Masoud Pezeshkian foram alvos do ataque, mas os resultados da ação ainda não estão claros.

Mais cedo, fontes disseram à agência Reuters que Ali Khamenei não está em Teerã. Não há detalhes sobre seu paradeiro. A agência estatal iraniana IRNA afirmou que o presidente está em segurança.

Conflito impacta aviação e provoca suspensão de voos

O ministro das Relações Exteriores do Irã disse que o país “pode ter perdido alguns comandantes”, segundo a TV americana NBC. Segundo fontes ouvidas pela Reuters, os ataques mataram o ministro da Defesa do país e o comandante da Guarda Revolucionária.

Diante da instabilidade na região, companhias aéreas suspenderam voos para o Oriente Médio. As operações no aeroporto de Dubai foram paralisadas, e 2 voos que saíram de São Paulo para Dubai e Doha tiveram que retornar.

Mísseis atingem áreas próximas ao palácio presidencial

Relatos de agências internacionais apontam que projéteis atingiram áreas próximas ao complexo presidencial e estruturas ligadas ao líder supremo em Teerã, capital iraniana. A ofensiva teria provocado danos em pontos estratégicos da cidade, ampliando a escalada militar no país.

De acordo com a agência estatal Fars, explosões também foram registradas em Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah, indicando que os bombardeios alcançaram diferentes regiões do território iraniano.

As Forças de Defesa de Israel informaram ter destruído “centenas de objetivos militares”, entre eles plataformas de lançamento de mísseis e outras infraestruturas consideradas estratégicas. A operação teria como foco reduzir a capacidade bélica iraniana.

Ataque dos EUA e Israel contra o Irã (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Bombardeio deixa 51 estudantes mortas no sul do Irã

Fontes ouvidas pela Reuters afirmaram que o ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, morreram durante os ataques. As autoridades iranianas ainda avaliam a extensão das perdas no alto escalão militar.

A imprensa estatal do país também informou que 51 alunas de uma escola feminina no sul do Irã perderam a vida em meio à ofensiva, elevando o número de vítimas civis e aumentando a repercussão internacional do conflito.

Irã reage com mísseis e drones contra Israel

Em retaliação aos ataques sofridos, o Irã disparou mísseis e enviou drones em direção a Israel, provocando a ativação de sirenes de alerta em diversas cidades do país. A escalada do conflito se espalhou por outras nações da região, incluindo Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes Unidos, todos com presença de bases militares americanas.

As autoridades dos Emirados Árabes Unidos informaram que conseguiram interceptar vários projéteis lançados pelo Irã, mas que uma pessoa morreu em Abu Dhabi. Testemunhas também relataram uma explosão em Dubai.

Sistemas de defesa antimísseis foram acionados tanto por Israel quanto pelos países do Golfo para conter os ataques.

Segundo informações da Reuters, quatro pessoas morreram na Síria após um míssil iraniano atingir um edifício residencial, aumentando o número de vítimas civis na região.


Ataque dos EUA e Israel contra Irã (Foto: reprodução/portalg1)


Trump afirma que ataque visa destruir programa nuclear do Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a ofensiva tem como principal objetivo desmantelar o programa nuclear do Irã e garantir a segurança da população americana frente a possíveis ameaças. Autoridades militares afirmam que a operação pode se estender por vários dias, enquanto o Pentágono descreveu a ação como uma “fúria épica”.

Em pronunciamento, Trump conclamou os cidadãos iranianos a pressionarem pelo fim do regime dos aiatolás e pediu que os militares se rendam, alertando que, caso contrário, enfrentarão “a morte certa”.

“Garantiremos que os representantes terroristas do regime não possam mais desestabilizar a região ou o mundo, e que o Irã não obtenha uma arma nuclear. Este regime aprenderá em breve que ninguém deve desafiar a força e o poder das forças armadas dos Estados Unidos”, disse Trump em um vídeo divulgado nas redes sociais.

Netanyahu diz que operação visa eliminar ameaça do Irã

O Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, declarou que a ofensiva tem como objetivo “neutralizar a ameaça existencial imposta pelo regime considerado terrorista no Irã”.

Em seu pronunciamento, Netanyahu ressaltou que a operação pretende “abrir caminho para que o povo iraniano assuma o controle de seu próprio destino”, destacando a intenção de pressionar mudanças políticas no país.

Irã classifica ataques como “agressão militar criminosa”

O Ministério das Relações Exteriores do Irã divulgou um comunicado afirmando que o país foi alvo de uma “agressão militar criminosa” que ameaça a estabilidade global e solicitou intervenção da ONU.

“Neste momento, o povo do Irã orgulha-se de ter feito tudo o que era necessário para evitar a guerra. Agora é tempo de defender a pátria e enfrentar a agressão militar do inimigo. Assim como estávamos preparados para negociar, estamos ainda mais preparados do que nunca para defender a integridade do Irã. As Forças Armadas da República Islâmica do Irã responderão aos agressores com firmeza”, diz a nota.

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