Na manhã desta terça-feira (25), o ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu a visita de seus filhos, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes. Segundo a decisão judicial, os encontros ocorreu na Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal, onde Bolsonaro está preso preventivamente.
Os filhos autorizados a visitar Bolsonaro são Carlos Bolsonaro (vereador no Rio de Janeiro) e Flávio Bolsonaro (senador), que se reuniram com o pai entre 9h e 11h. Cada visita teve a duração máxima de 30 minutos, e os encontros foram feitos separadamente. Já o outro filho, Renan Bolsonaro, foi autorizado a visitar o pai em data diferente, na quinta-feira (27), no mesmo horário.
Decisão de Alexandre de Moraes
A autorização para as visitas foi concedida por Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão publicada no domingo (23). A medida também prevê orientações específicas para a Polícia Federal, como o acionamento do Samu em caso de intercorrências médicas durante os encontros. Bolsonaro está recebendo os medicamentos prescritos pela médica Marina Grazziotin Pasolini.
Bolsonaro está preso preventivamente desde o dia 22 de novembro por determinação judicial. A decisão de prisão levou em conta, entre outros fatores, o risco de fuga, segundo o ministro Moraes, que citou uma eventual violação da tornozeleira eletrônica por parte do ex-presidente.
Bolsonaro recebe a vista dos filhos (Vídeo: reprodução/Instagram/@portalg1)
Alegações de Jair Bolsonaro na Audiência de Custódia
Durante a audiência de custódia, a Justiça decidiu manter Jair Bolsonaro preso, após concluir que todos os procedimentos adotados pela Polícia Federal (PF) foram realizados corretamente. O ex-presidente apresentou uma série de explicações sobre o episódio envolvendo a tornozeleira eletrônica.
Bolsonaro afirmou ter vivido uma “certa paranoia” por causa dos medicamentos que estava tomando nos últimos dias. Ele citou o uso de pregabalina e sertralina, remédios frequentemente prescritos em tratamentos psiquiátricos para quadros de ansiedade e depressão.
Segundo Bolsonaro, ele:
- Está com o sono “picado” e não consegue dormir direito;
- Começou a tomar um dos remédios “cerca de quatro dias antes dos fatos que levaram à prisão”;
- não se lembra de ter tido “um surto dessa natureza” em outra ocasião.
Alteração da Tornozeleira Eletrônica
O ex-presidente relatou que decidiu mexer na tornozeleira por volta da meia-noite.
Ele afirmou que:
- Utilizou um ferro de solda para tentar alterar o dispositivo;
- Tomou essa atitude por ter “curso de operação desse tipo de equipamento”;
- Depois “caiu na razão” e parou de usar o ferro;
- Ao perceber o erro, entrou em contato com os agentes de custódia.
Bolsonaro assegurou que, apesar da tentativa de manipular a tornozeleira, não tinha intenção de fuga. A defesa sustenta que o comportamento foi resultado do estado psicológico alterado pelo uso recente dos medicamentos.
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