Durante sua fala, o ministro Luiz Fux elogiou o trabalho do colega Alexandre de Moraes no caso da trama golpista, ressaltando sua experiência e dedicação. “Estou há 14 anos no Supremo Tribunal Federal. Julguei casos complexos, como o Mensalão. Cármen Lúcia, nossa decana, também esteve presente no processo”, disse Fux, destacando o caráter exigente e detalhado do trabalho realizado.
“Tsunami de dados” nas defesas
Fux também questionou o tempo concedido às defesas diante da grande quantidade de material apreendido. Ele descreveu a situação como um “tsunami de dados”, ressaltando que apenas em 30 de abril de 2025, mais de um mês após o recebimento da denúncia, as defesas tiveram menos de 20 dias para analisar bilhões de páginas e mídias apreendidas.
Segundo o ministro, a quantidade de provas “salta aos olhos” e exige análise minuciosa. Ele afirmou que procurou examinar cada detalhe do trabalho de Moraes, reconhecendo a densidade e a complexidade do material e das decisões tomadas durante o processo.
Fux elogia Moraes (Vídeo: reprodução/Instagram/@portalg1)
Alegações de cerceamento de defesa
O curto prazo para análise do material pelas defesas motivou a alegação de cerceamento de defesa, que Fux comentou durante seu voto. Ele enfatizou que, apesar da grande quantidade de provas, é necessário garantir o direito de defesa adequado, ressaltando o equilíbrio entre celeridade processual e justiça.
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