O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta quarta-feira (31) que o governo brasileiro lançará nos próximos dias um plano anti-tarifaço, em resposta à nova medida adotada pelos Estados Unidos. O presidente norte-americano Donald Trump assinou, no último dia 30, um projeto que impõe uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros.
A medida, chamada de tarifaço, deve impactar diretamente diversos setores da economia nacional. No entanto, houve algumas exceções. Foram excluídos do tarifaço 694 produtos, suco de laranja, aeronaves civis e castanhas são exemplos.
Fernando Haddad promete medidas para o tarifaço (Vídeo: reprodução/Instagram/@portalg1)
Resposta do governo brasileiro
O plano, elaborado pelos Ministérios do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio e Serviços, foi concluído no dia 23 e aguarda agora a análise da Presidência da República. O objetivo é mitigar os efeitos negativos das novas tarifas sobre a produção e exportação brasileiras, sobretudo para pequenos exportadores, considerados os mais vulneráveis à medida norte-americana.
A entrada em vigor da taxação foi adiada para a próxima semana, no dia 6, o que abre uma janela para tentativas de negociação diplomática. Segundo o senador Marcos Pontes (PL-SP), o ideal seria conquistar um adiamento maior, entre 30 e 90 dias, como foi concedido a outros países afetados.
Crise diplomática e tensão comercial
A sobretaxação também gera tensões diplomáticas. Em entrevista à rádio Itatiaia, no último dia 24, Haddad afirmou que o governo brasileiro enfrenta obstáculos internos à negociação, mencionando a atuação de brasileiros ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro nos Estados Unidos, que estariam dificultando o início do diálogo bilateral.
A sobretaxação afasta ainda mais a relação diplomática e comercial entre Brasil e EUA. Apesar dos entraves, o governo federal afirma que continuará buscando canais diplomáticos para reverter ou suavizar os efeitos da medida. O plano anti-tarifaço faz parte desse esforço e deve incluir ações de compensação econômica e suporte aos setores mais afetados, como concessão de crédito a empresários.

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