O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, afirmou neste sábado (27) que o Brasil está entre os países que “precisam ser consertados” para deixar de prejudicar a economia norte-americana. A declaração foi dada em entrevista ao canal NewsNation, na qual o integrante do governo Donald Trump comentou os atuais desafios do comércio internacional e a estratégia de Washington para lidar com parceiros considerados problemáticos.
Tarifaço de 50%
O Brasil, já vinha sendo alvo de medidas mais duras desde agosto, quando Washington impôs um tarifaço de 50% sobre determinados produtos brasileiros, sobretudo no setor industrial, como aço e manufaturados. A justificativa apresentada pela Casa Branca foi a de proteger a indústria americana diante do que considera práticas desleais de concorrência.
A nova rodada de sobretaxas anunciada agora amplia a pressão contra diversos países aliados, mas sinaliza que os EUA querem forçar a abertura de mercados e a redução de políticas protecionistas. Para analistas, o discurso de Lutnick mostra que o Brasil permanece na linha de frente das tensões comerciais e poderá enfrentar novas barreiras econômicas caso não avance em negociações bilaterais.
Pressão por abertura de mercados
Segundo Lunick, além do Brasil, países como Suíça e Índia também adotam práticas que criam barreiras ao comércio norte-americano. “Temos um monte de países para consertar, como Suíça e Brasil. Esses são países que precisam reagir corretamente aos Estados Unidos. Abrir seus mercados, parar de tomar ações que prejudiquem os Estados Unidos, e é por isso que estamos em desvantagem com eles”, declarou.
As declarações também reacendem o debate sobre o impacto da política de “América Primeiro” nos países emergentes. Enquanto os Estados Unidos buscam reforçar sua posição na economia global, na prática, medidas como o tarifaço podem prejudicar exportadores brasileiros, encarecer produtos e gerar instabilidade em setores estratégicos.
