Ocupação em Gaza: Israel aprova plano de ocupação liderado por Netanyahu

Ocupação em Gaza: Israel aprova plano de ocupação liderado por Netanyahu Foto destaque: Benjamin Netanyahu (Reprodução/Benjamin Netanyahu/Agência Brasil)

Nesta sexta-feira (8), Israel aprovou um plano em cinco etapas para a ocupação da Cidade de Gaza, apresentado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e respaldado pelo Gabinete de Segurança. A proposta prevê o desarme completo do Hamas, a libertação dos reféns e a garantia de que a região não volte a servir como base para ataques contra Israel.

Segundo Netanyahu, o objetivo não é anexar ou governar permanentemente Gaza, mas transferir a administração para uma entidade civil local, possivelmente com apoio de forças árabes. A ofensiva militar, no entanto, gerou críticas de setores da oposição, especialistas em segurança e organizações humanitárias, que alertam para riscos de escalada do conflito e agravamento da crise humanitária na região.

O plano também inclui a presença militar israelense por tempo indeterminado nas áreas estratégicas de Gaza para impedir a retomada do poder pelo Hamas ou outros grupos armados, até que a transição política seja consolidada.

Cinco etapas aprovado por Israel

Localizada no centro da Faixa de Gaza, a Cidade de Gaza é a capital do território palestino e concentra cerca de 1 milhão de habitantes. O plano apresentado por Israel inclui, entre suas medidas mais controversas, a retirada completa da população, medida que gera forte preocupação internacional por seu potencial de provocar deslocamentos em massa, agravar a crise humanitária e intensificar as tensões no conflito.

Veja as cinco etapas:

  1. Desarmamento do Hamas.
  2. Retorno de todos os reféns sequestrados — tanto vivos quanto mortos.
  3. Desmilitarização da Faixa de Gaza.
  4. Controle de segurança israelense sobre a Faixa de Gaza.
  5. Estabelecimento de um governo civil alternativo que não seja nem o Hamas, nem a Autoridade Palestina.

Israel aprova plano para ocupar Gaza (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil)

Autoridades ao redor do mundo reagem plano de Israel

Governos e autoridades ao redor do mundo reagiram com críticas e apelos para que a decisão seja revista. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, pediu que Israel “reconsidere imediatamente” e defendeu a retomada do diálogo dentro de uma solução de dois Estados.

Na Austrália, a chanceler Penny Wong classificou o deslocamento forçado permanente como “violação do direito internacional” e reforçou o apelo por cessar-fogo, libertação de reféns e acesso humanitário.

A Turquia descreveu o plano como “uma nova fase de política expansionista e genocida” e alertou que ele representa “um duro golpe à paz e à estabilidade”.

Na Espanha, o ministro José Manuel Albares afirmou que a medida “só trará mais destruição e sofrimento” e reiterou o apoio a uma solução de dois Estados.

Outros países, como Suíça, Rússia, China, Holanda, Portugal, Maldivas, Jordânia e Egito, também expressaram preocupação, apontando riscos de agravamento da crise humanitária e possíveis violações do direito internacional.

O anúncio reforçou o clima de tensão no Oriente Médio e aumentou a pressão diplomática sobre Israel, que enfrenta crescente isolamento diante da comunidade internacional.

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