A Polícia Federal realizou nesta sexta-feira (18), uma operação que incluiu buscas em endereços ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A ação faz parte de uma investigação que apura possíveis irregularidades cometidas durante e após o mandato do ex-chefe do Executivo.
Os advogados de defesa do ex-presidente confirmaram a operação. Ele é alvo de medidas restritivas determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), segundo fontes ouvidas pelo blog.
Tornozeleira eletrônica
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), será monitorado por tornozeleira eletrônica e precisará cumprir uma série de restrições determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As medidas foram autorizadas após uma nova operação da Polícia Federal.
Bolsonaro é alvo da PF (Foto: reprodução/Instagram/@portalg1)
Além do uso da tornozeleira, Bolsonaro não poderá acessar ou interagir em redes sociais. Ele também está proibido de sair de casa entre 19h e 7h da manhã, sendo obrigado a permanecer em sua residência nesse período.
Outras restrições incluem a proibição de contato com embaixadores e diplomatas estrangeiros, o que impede o ex-presidente de se aproximar de embaixadas. Bolsonaro também não poderá se comunicar com outros réus e investigados em processos em andamento no Supremo.
Bolsonaro não poderá usar redes sociais (Foto: reprodução/Instagram/@portalg1)
Bolsonaro é réu em ação penal no STF
Bolsonaro é réu perante o STF em um caso que apura suposta tentativa de golpe de Estado em 2022–23. A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu sua condenação, com denuncia por crimes como organização criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático e tentativa de golpe, que podem resultar em mais de 40 anos de prisão.
Em 2023, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenou o ex-presidente por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha de 2022. A decisão o tornou inelegível até 2030, impedindo-o de disputar qualquer cargo público nos próximos anos.
A operação da Polícia Federal, autorizada pelo STF, reforça o cerco jurídico em torno de Bolsonaro e de aliados próximos
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