O presidente argentino Javier Milei foi forçado a deixar rapidamente uma carreata nesta quarta-feira (27) após manifestantes atacarem seu carro com pedras e garrafas em Lomas de Zamora, na Grande Buenos Aires. O incidente provocou tumulto e obrigou a equipe de segurança a interromper imediatamente o evento de campanha para garantir a segurança do presidente.
O episódio evidencia a crescente polarização política na Argentina, a apenas dois meses das eleições legislativas, mostrando a tensão enfrentada por Milei diante de protestos e manifestações de opositores. Especialistas e autoridades destacam que o ocorrido pode influenciar o clima eleitoral e aumentar a atenção da mídia e da população sobre a segurança de políticos durante eventos públicos.

Javier Milei é alvo de ataques
Em suas redes socias, Milei alegou que o “kirchnerismo organizou um ataque contra o presidente” e afirmando que “eles são o pior flagelo da Argentina e estão desesperados”. Até o momento, Milei não se pronunciou diretamente sobre o incidente.
O líder também publicou uma foto ao lado do economista José Luis Espert e de sua irmã Karina Milei, que atualmente enfrenta denúncias de corrupção.
Espert acusou militantes ligados à ex-presidente Cristina Kirchner de violência. Em entrevista à rede de televisão TN, o político conversou contou como foi o momento: “Uma pedra caiu muito perto do presidente, muito perto do presidente do partido, muito perto de mim. Uma das moças que tirava fotos, eles a atingiram na cintura. A violência do kirchnerismo em plena campanha é realmente impressionante”, afirmou.
Crise na Argentina
O presidente argentino Javier Milei enfrenta uma crise política após denúncias de corrupção envolvendo sua irmã, Karina Milei, e funcionários do governo. No dia 22 de agosto, a Justiça realizou buscas relacionadas a um suposto esquema de propina na compra de medicamentos.
As denúncias surgiram após a divulgação de áudios atribuídos a Diego Spagnuolo, ex-dirigente da Agência Nacional da Pessoa com Deficiência (ANDIS), que mencionam pagamentos indevidos e citam Karina Milei e Eduardo “Lule” Menem como supostos beneficiários. Segundo Spagnuolo, os desvios poderiam chegar a US$ 500 mil a US$ 800 mil por mês, com Karina recebendo cerca de 3%.
Até o momento, a Justiça não comprovou os áudios, não decretou prisões e mantém o caso sob sigilo. Durante a operação, foram apreendidos carros, celulares, uma máquina de contagem de dinheiro e US$ 266 mil em espécie.

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