Os presidentes Lula e Trump se encontraram na tarde de domingo (26), na Malásia, em sua primeira reunião presencial desde uma breve conversa durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em setembro.
O encontro aconteceu em meio a um cenário diplomático delicado: os EUA impuseram tarifas de 50% sobre produtos brasileiros e aplicaram sanções a autoridades do Brasil em função do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Antes da reunião a portas fechadas, os dois líderes conversaram com jornalistas por cerca de 10 minutos. Trump declarou que era “uma honra” encontrar o presidente do Brasil e afirmou que fariam “alguns bons acordos”. Questionado sobre Bolsonaro, disse que “se sente mal” pelo que o ex-presidente passou, mas não confirmou se o tema seria tratado.
A postura do Brasil: diálogo aberto
Lula afirmou antes da reunião que o Brasil deseja manter uma “relação extraordinária” com os Estados Unidos e reiterou: “Não há nenhuma razão para que haja qualquer desavença entre Brasil e Estados Unidos”.
“Não sei se o Trump vai ter tempo para discutir todos os assuntos, mas eu tenho uma longa pauta para discutir com os EUA. Eu trouxe por escrito, vou lhe passar cópia da minha pauta em inglês”, afirmou o presidente brasileiro.
A reunião abre caminho para negociações futuras sobre tarifas, sanções e cooperação econômica. O Brasil aposta na reversão ou no ajuste das medidas dos EUA como parte de uma agenda bilateral mais próxima.
Lula diz que não a motivos para desavença com os EUA (Vídeo: reprodução/Instagram/@portalg1)
Lula se diz otimista com reunião com Trump
O presidente Lula declarou que o Brasil tem todo interesse em manter uma relação extraordinária com os Estados Unidos e afirmou estar confiante de que diálogo entre líderes leva a acordos.
Lula destacou seu otimismo em avançar para uma relação mais civilizada e construtiva entre os dois países. Segundo o presidente, “a imprensa terá boas notícias ao final da reunião”, reforçando a expectativa de resultados positivos no encontro com Donald Trump.
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