A Polícia Federal (PF) realizou, nesta quarta-feira (20), mandados de busca e apreensão contra Silas Malafaia, a pedido do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida faz parte do inquérito que investiga a atuação de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro em tentativas de obstrução de Justiça e coação de autoridades.
Silas Malafaia foi abordado por agentes da Polícia Federal ao desembarcar de um voo vindo de Lisboa. O pastor foi conduzido para uma área reservada do aeroporto, onde prestou depoimento às autoridades. A ação faz parte das medidas cautelares determinadas no inquérito que investiga sua atuação junto a aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Durante a operação, os agentes apreenderam o celular de Malafaia, que também foi proibido de deixar o país e de manter contato com outros investigados. A decisão foi fundamentada pelo risco de que o pastor utilizasse sua influência e sua ampla rede de comunicação para interferir nas apurações.
De acordo com a PF, o objetivo é apurar possíveis condutas de coação contra ministros do STF e de tentativa de dificultar as investigações sobre a trama golpista de 2022–2023. O nome de Malafaia já havia sido citado em relatórios da corporação, que destacaram sua proximidade com Bolsonaro e seu papel ativo na mobilização de apoiadores.
Terá que me prender para me calar, diz Malafaia (Vídeo: reprodução/Instagram/@portalg1)
Medidas cautelares
Além da apreensão de aparelhos eletrônicos, Silas Malafaia também foi submetido a medidas cautelares alternativas à prisão, entre elas estão:
- proibição de deixar o país;
- proibição de manter contato com outros investigados.
A defesa de Malafaia criticou a operação, classificando-a como “abusiva” e disse que vai recorrer da decisão. Já aliados do pastor reagiram nas redes sociais, tratando a ação como uma perseguição política.
PGR se manifesta
As medidas cautelares foram solicitadas ao STF pela Polícia Federal, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR) emitido em 15 de agosto.
Segundo o procurador-geral, Paulo Gonet, a PF reuniu diálogos e publicações que indicam que Silas Malafaia atuava como orientador e auxiliar nas ações de coação e obstrução promovidas pelos investigados Eduardo Bolsonaro e Jair Messias Bolsonaro.

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