Nesta quinta-feira (11), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) fixou a pena a Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2 anos de prisão em regime aberto. A decisão, tomada por unanimidade, marca um desdobramento significativo no julgamento da chamada trama golpista, que investigou articulações para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva em 2022.
Mauro Cid foi condenado pelos cinco crimes imputados pela Procuradoria-Geral da República (PGR), mas teve sua pena reduzida devido a um acordo de delação premiada. No acordo, Cid forneceu informações cruciais sobre o esquema golpista, detalhando reuniões, planos e documentos que apontavam para tentativas de subverter o resultado das eleições. Essas revelações foram determinantes para a confirmação das acusações pelo STF.
Mauro Cid é condenado a 2 anos (Vídeo: reprodução/Instagram/@portalg1)
Provas e relatoria
O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, utilizou as declarações de Cid como base para a condenação, corroborando-as com provas materiais obtidas pela Polícia Federal, como registros de reuniões, mensagens e minutas de documentos. A robustez das evidências reforçou a credibilidade da delação e sustentou a decisão unânime dos ministros.
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