Ícone do site RollingScreenn

Megaoperação foi planejada por mais de um ano no Rio de Janeiro

Megaoperação foi planejada por mais de um ano no Rio de Janeiro

Foto destaque: Megaoperação no Rio de Janeiro (Reprodução/CNN Brasil)

Uma megaoperação das forças de segurança do estado do Rio de Janeiro, realizada na manhã desta terça-feira (28), resulta de uma investigação que durou mais de 12 meses e teve como alvo principal lideranças de facções criminosas.

A ação buscava capturar integrantes do Comando Vermelho e impedir a expansão da facção para novas áreas da cidade e de outros estados.

Segundo autoridades, cerca de 2.500 agentes das polícias Civil e Militar foram mobilizados. A Secretaria de Segurança Pública (SESP) e o Governo do Estado, o objetivo principal era combater a expansão territorial do Comando Vermelho (CV) e cumprir 100 mandados de prisão contra integrantes e lideranças criminosas do CV.

A ação ocorreu no Complexo do Alemão e da Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio. Durante o dia, houve confrontos com barricadas erguidas por criminosos, uso de drones e forte resistência às equipes policiais.

Durante a operação, Cláudio Castro, disse que é preciso integração com o governo federal:

O Supremo Tribunal Federal falou, em uma decisão – a primeira da história conjunta dos 11 ministros – que esse financiamento e essa integração têm que acontecer. Eu prefiro ser otimista e acreditar que, já que não por vontade própria, por imposição do Supremo Tribunal Federal, essa integração acontecerá por livre e espontânea pressão”.


Megaoperação no Rio de Janeiro (Foto: reprodução/Instagram/@portalg1)


Mais de 120 mortos em megaoperação no Rio

Uma megaoperação policial nas favelas da zona norte do Rio de Janeiro ultrapassou a marca de 120 mortes, segundo levantamento da Defensoria Pública estadual.

A operação visava desarticular estruturas de facções criminosas que atuam em diversas comunidades da capital fluminense. Em meio a intenso confronto armado, o número de vítimas ultrapassou os registros iniciais oficializados

O volume de mortos torna a ação a mais letal já registrada no estado do Rio de Janeiro. Autoridades de direitos humanos e entidades civis já manifestam preocupação com a dimensão da operação.

Com o saldo elevado de vítimas, cresce a pressão por investigação detalhada sobre os métodos empregados durante a ação. A transparência sobre mandados, uso de força e cumprimento de garantias processuais está em foco nas próximas etapas.


Megaoperação no Rio de Janeiro (Vídeo: reprodução/Youtube/CNN Brasil)

Operação mais letal da história do Rio de Janeiro

A Operação Contenção, deflagrada nas comunidades da Zona Norte do Rio de Janeiro, se tornou a ação policial mais letal da história do estado. Durante a operação, 81 pessoas foram presas, entre elas Thiago do Nascimento Mendes, conhecido como Belão.

De acordo com as investigações, Belão era o operador financeiro do Comando Vermelho no Complexo da Penha e considerado braço direito do chefe da facção, Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca ou Urso. A prisão é vista como um duro golpe na estrutura financeira da organização criminosa que domina parte das favelas cariocas.

A operação também teve um saldo expressivo na apreensão de armas e foram 93 fuzis confiscados pelas forças de segurança, um número que supera o total mensal de apreensões registradas em quase todo o ano e se aproxima do recorde histórico no estado.

O dia da operação foi marcado por confrontos intensos nas comunidades da Vila Cruzeiro e do Complexo da Penha. Drones da polícia registraram criminosos fortemente armados fugindo em fila indiana pela mata, em meio ao cerco das forças de segurança. Moradores relataram horas de tensão, com sobrevoo de helicópteros, blindados nas ruas e longos tiroteios.

Sair da versão mobile