O relator da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Alexandre de Moraes, rejeitou nesta terça-feira (9) as preliminares apresentadas pelas defesas de réus que questionavam a delação do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid.
Delação considerada regular e voluntária
Moraes destacou que a colaboração premiada foi aceita de forma legítima e voluntária. Segundo o ministro, a própria defesa de Mauro Cid confirmou que não houve coação, reforçando a legalidade da delação.
O relator repreendeu os advogados que alegaram supostas contradições nos depoimentos do delator. “São oito depoimentos sobre fatos distintos, não contraditórios. Os depoimentos foram sequenciais. Alegar o contrário beira a litigância de má-fé”, afirmou Moraes.
Alexandre de Moraes rejeita preliminares da defesa (Vídeo: reprodução/Instagram/@portalg1)
Continuidade do processo
Com a rejeição das preliminares, a delação de Mauro Cid permanece válida, fortalecendo a acusação contra Bolsonaro e outros réus envolvidos na tentativa de golpe após as eleições de 2022.

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