A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil divulgou, nesta segunda-feira (18), uma nota em que reproduz posicionamento oficial do Departamento de Estado americano sobre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
De acordo com o comunicado, Moraes é considerado “tóxico para todas as empresas legítimas e indivíduos que buscam acesso aos Estados Unidos e seus mercados”
O comunicado também alerta que cidadãos americanos estão proibidos de manter relações comerciais com Moraes, e que indivíduos de outros países que oferecerem apoio a ele podem enfrentar sanções, sob a justificativa de que ele seria um violador de direitos humanos.
“Cidadãos americanos estão proibidos de manter qualquer relação comercial com ele. Já cidadãos de outros países devem agir com cautela: quem oferecer apoio material a violadores de direitos humanos também pode ser alvo de sanções”, completou o texto.
Alexandre de Moraes é tóxico para todas as empresas legítimas e indivíduos que buscam acesso aos Estados Unidos e seus mercados. Nenhum tribunal estrangeiro pode anular as sanções impostas pelos EUA ou proteger alguém das severas consequências de descumpri-las.
— Embaixada EUA Brasil (@EmbaixadaEUA) August 18, 2025
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Embaixada dos EUA, diz que Moraes é “Tóxico” (Foto: reprodução/X/@embaixadaeua)
Estados Unidos critica Moraes
A crítica ao ministro ocorre em um contexto de tensões políticas envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que responde a processos no STF, relatados por Moraes, por crimes como tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do estado democrático de direito.
O governo de Donald Trump, que já manifestou apoio a Bolsonaro, intensificou os ataques ao magistrado. Trump, em carta endereçada a Bolsonaro, defendeu o fim imediato do processo contra o ex-presidente, chamando-o de vítima de uma “caça às bruxas“.
Moraes, por sua vez, respondeu às acusações em entrevista, ao “The Washington Post“ afirmando que o STF analisará as provas e decidirá com base na justiça, condenando ou absolvendo conforme o caso.
Lei Magnitsky
A decisão, anunciada pelo Departamento do Tesouro dos EUA, inclui o bloqueio de eventuais bens ligados a Alexandre de Moraes em território americano e o proíbe de manter relações financeiras com entidades ou pessoas nos EUA. A medida faz parte da chamada Lei Global Magnitsky, usada contra autoridades acusadas de corrupção ou violações graves de direitos humanos.
A Lei Magnitsky permite que o governo norte-americano sancione estrangeiros envolvidos em violações graves de direitos humanos ou corrupção, aplicando restrições financeiras e de mobilidade, e deve acirrar ainda mais as tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, principalmente após o recente tarifaço imposto pelo governo Trump contra produtos brasileiros.

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