O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou neste domingo (10) que o plano para o controle total da Faixa de Gaza será colocado em prática “muito em breve”, começando pela tomada e ocupação da Cidade de Gaza. Segundo ele, essa é “a melhor forma de acabar com a guerra e a melhor forma de encerrá-la rapidamente”.
A Cidade de Gaza é considerada um dos últimos bastiões do grupo Hamas na região. Netanyahu reforçou que a intenção não é ocupar permanentemente o território, mas entregá-lo a um governo civil que não tenha ligação com o Hamas nem com a Autoridade Palestina.
Crise humanitária atinge nível máximo
O premiê foi questionado sobre a situação crítica da população Palestina, que enfrenta grave escassez de alimentos, água potável e medicamentos. Segundo a Classificação Integrada de Fases da Segurança Alimentar (IPC), da ONU, a fome na Faixa de Gaza atingiu a fase 5 o nível mais grave, caracterizado por condições de fome generalizada e risco iminente de morte por inanição.
Netanyahu declarou que Israel “gostaria” de abrir mais centros de distribuição de alimentos e criar corredores de ajuda humanitária. Contudo, organizações internacionais e agências da ONU afirmam que a entrada de mantimentos tem sido severamente limitada pelas operações militares e bloqueios no território.
Acesso restrito à imprensa
O primeiro-ministro também afirmou que jornalistas estrangeiros só poderão entrar em Gaza com autorização explícita das Forças de Defesa de Israel. A medida é criticada por organizações de imprensa e de direitos humanos, que argumentam que a limitação compromete a transparência sobre as condições no local.
A decisão ocorre em meio a pressões internacionais para que Israel permita maior monitoramento da crise e investigações independentes sobre o impacto das operações militares na população civil. Enquanto isso, diplomatas dos Estados Unidos e de países árabes tentam mediar negociações para um cessar-fogo, sem previsão de avanços concretos.

