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Operação Galho Fraco investiga deputados do PL e apreende mais de R$ 400 mil em dinheiro

Operação Galho Fraco apreende mais de R$ 400 mil em dinheiro. Rolling Screenn

Foto destaque: Dinheiro apreendido pela PF (Reprodução/Polícia Federal)

Operação Galho Fraco da Polícia Federal investiga os deputados federais Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, ambos do PL do Rio de Janeiro, por suposto desvio de recursos públicos ligados às cotas parlamentares. A ação foi deflagrada nesta sexta-feira (19), com cumprimento de mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal, no Distrito Federal e no Rio de Janeiro, como parte de uma apuração que envolve possíveis crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Operação Galho Fraco apura uso irregular de cotas parlamentares

A investigação aponta que agentes políticos, assessores e particulares teriam atuado de forma coordenada para desviar verbas da cota parlamentar, mecanismo utilizado por deputados para custear despesas relacionadas ao mandato, como aluguel de veículos e serviços administrativos.

Segundo a Polícia Federal, os recursos teriam sido direcionados a empresas suspeitas de funcionamento irregular, utilizadas para justificar gastos e, posteriormente, ocultar a origem do dinheiro público. A operação é um desdobramento de uma investigação iniciada em dezembro de 2024, que já havia identificado indícios de fraudes semelhantes.


Deputados do PL são alvos de investigação da Operação Galho Fraco da PF (Vídeo: Reprodução/YouTube/CNN Brasil)

Durante o cumprimento dos mandados, documentos, aparelhos eletrônicos e outros materiais foram apreendidos e serão analisados para aprofundar as apurações sobre o esquema investigado.

Repercussão política de operação Galho Fraco

O deputado Carlos Jordy se manifestou nas redes sociais, negando qualquer irregularidade e classificando a ação como perseguição política. Ele afirmou que a empresa citada na investigação presta serviços regularmente e que confia na Justiça para esclarecer os fatos.

Até o fechamento desta matéria, o deputado Sóstenes Cavalcante não havia se pronunciado oficialmente. A Polícia Federal informou que as investigações continuam e que novas diligências podem ser realizadas conforme o avanço da análise do material apreendido.

A Operação Galho Fraco reacende o debate sobre fiscalização e transparência no uso de recursos públicos destinados ao exercício do mandato parlamentar.

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