A Polícia Federal indiciou nesta quarta-feira (20) o ex-presidente Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro por coação no processo que investiga a tentativa de golpe de Estado em 2022–2023. A medida faz parte das ações da corporação para apurar a atuação de aliados de Bolsonaro na obstrução de Justiça e na pressão sobre autoridades.
O indiciamento ocorre no mesmo contexto em que o pastor Silas Malafaia foi conduzido para prestar depoimento à PF. Além da apreensão de aparelhos eletrônicos, Malafaia teve medidas cautelares aplicadas, como a proibição de deixar o país e de manter contato com outros investigados. Ele foi abordado por agentes federais ao desembarcar de um voo vindo de Lisboa e prestou depoimento no aeroporto.
As medidas foram solicitadas ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela Polícia Federal, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), que destacou diálogos e publicações indicando que Malafaia teria atuado como orientador e auxiliar nas ações de coação promovidas por Jair e Eduardo Bolsonaro.
A ação evidencia o avanço das investigações sobre a tentativa de golpe, reforçando a pressão sobre o círculo próximo do ex-presidente. A defesa dos envolvidos, inclusive de Malafaia, já se manifestou, classificando as medidas como excessivas e informando que recorrerá das decisões.
PF abriu investigação contra Jair e Eduardo Bolsonaro
Em maio, a abertura da investigação na PF contra Eduardo e Jair Bolsonaro foi solicitada ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, para apurar a suposta atuação do parlamentar para incitar o governo dos Estados Unidos a adotar medidas contra Moraes, escolhido relator do caso por também atuar no comando das ações da trama golpista e no inquérito das fake News.
Eduardo pediu licença de 122 dias do mandato parlamentar em março e foi morar nos Estados Unidos, sob a alegação de perseguição política. Um pedido de cassação contra seu mandato foi enviado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), à Comissão de Ética da Casa, na última sexta-feira (16), após representações apresentadas pelo PT e pelo PSOL.
PF faz busca e apreensão contra Silas Malafaia
A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra o pastor Silas Malafaia, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Além de ter celulares apreendidos, ele foi proibido de deixar o país e de manter contato com outros investigados. Malafaia foi abordado ao desembarcar de um voo vindo de Lisboa e prestou depoimento no aeroporto. A ação faz parte das investigações sobre obstrução de Justiça e tentativa de golpe de 2022–2023.

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