A Prefeitura de São Paulo, sob o comando do prefeito Ricardo Nunes, anunciou o pagamento de uma parcela única de R$ 1.000 para cinco famílias que ficaram desabrigadas após uma explosão no bairro do Tatuapé.
A explosão ocorreu na noite do dia 13 de novembro em uma casa localizada na Rua Francisco Bueno, no bairro do Tatuapé, Zona Leste de São Paulo. O imóvel abrigava um depósito clandestino de fogos de artifício, usados para a fabricação de balões. O impacto foi tão forte que destruiu totalmente a residência e atingiu diversos imóveis vizinhos. Em consequência, 13 imóveis permanecem interditados, conforme informou a Defesa Civil.
O cenário após o acidente era de destruição completa. O homem que morava na casa morreu carbonizado, enquanto dez vizinhos ficaram feridos com a explosão. Além disso, dezenas de residências precisaram ser interditadas pela Defesa Civil devido ao risco estrutural.
Explosão em Tatuapé
Uma coluna de fogo e fumaça se formou no céu após a explosão, chamando a atenção de moradores de vários bairros da Zona Leste. Ouvintes do Tatuapé, Belenzinho e regiões próximas relataram ter ouvido um forte estrondo por volta das 19h40, acompanhado de um tremor que chegou a ser sentido em alguns prédios.
Imagens registradas por moradores mostram que o muro da avenida foi destruído pela explosão, lançando destroços por toda a área. Os fragmentos atingiram residências, carros estacionados e até as varandas de um prédio em frente ao galpão, onde diversos vidros ficaram estilhaçados com o impacto
Câmeras de segurança e moradores registraram o exato momento da explosão, o que ajudou a esclarecer a dinâmica do incidente.
Explosão em Tatuapé, São Paulo (Vídeo: reprodução/Instagram/portalg1)
Assistência emergencial e apoio social
A Secretaria Municipal de Habitação ativou o auxílio emergencial para as famílias afetadas pela explosão, com o valor de R$ 1.000 para cada uma das cinco que precisaram deixar suas casas. Além disso, equipes de assistência social estiveram no local, oferecendo itens como cobertores, cestas básicas e kits de higiene, embora algumas famílias tenham recusado o abrigo oferecido pela prefeitura.
Nota da Prefeitura
“A Prefeitura de São Paulo informa que, no quarteirão afetado pela explosão no Tatuapé, cinco (5) famílias de baixa renda que precisaram deixar suas moradias receberão auxílio emergencial, em pagamento único de R$ 1.000, pela Secretaria Municipal de Habitação. As equipes de assistência social permaneceram no local, atenderam 20 pessoas e ofereceram acolhimento, que foi recusado“, diz a nota.
Exames periciais
Os exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) confirmaram que o corpo encontrado após a explosão no Tatuapé é de Adir Mariano, de 46 anos, baloeiro e inquilino da casa onde funcionava um depósito clandestino de fogos de artifício. Segundo a Polícia Civil, as investigações iniciais indicam que ele era a única pessoa dentro do imóvel no momento da explosão.
Adir já havia sido investigado em 2011, em São José dos Campos, por soltar balões com fogos de artifício, prática considerada crime no Brasil, com pena de 1 a 3 anos de detenção, além de multa. Na época, ele foi absolvido.

A esposa de Adir contou em depoimento que, na noite do acidente, chegou do trabalho e decidiu ir ao shopping antes de voltar para casa. Ao retornar, encontrou o imóvel completamente destruído. Ela afirmou desconhecer que o marido mantinha explosivos dentro da residência. O celular dela foi apreendido como parte das investigações.
A casa onde ocorreu a explosão estava alugada no nome da ex-esposa do irmão de Adir, Alessandro Mariano. Segundo a advogada dele, Fernanda Nunes Canno, Alessandro não sabia que Adir estava morando no local nem que armazenava materiais explosivos ali.
A Polícia Civil segue investigando a origem dos fogos de artifício e as responsabilidades pelo depósito clandestino que causou a explosão.

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