O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, classificou nesta sexta-feira (4) o mais recente bombardeio russo como “deliberadamente massivo e cínico”. O ataque, que mobilizou mais de 539 drones e 11 mísseis, focado na capital Kiev, o líder ucraniano afirmou que somente uma pressão em larga escala, com sanções robustas e impacto direto na economia e infraestrutura do Kremlin, podem frear a agressão russa.
Os ataques atingiram diversos distritos da capital, danificando ao menos 40 prédios, uma seção da embaixada da Polônia e ferindo 23 pessoas, que buscam abrigo em estações de metrô e abrigos subterrâneos.
Ataques tiveram foco em Kiev (Foto: reprodução/Instagram/@CNN Brasil)
Pressão diplomática cresce após ligação Trump e Zelensky
O bombardeio ocorreu após uma conversa telefônica tensa entre os presidentes Donald Trump e Vladimir Putin. Trump afirmou estar “muito decepcionado” com a falta de disposição de Putin para encerrar o conflito, segundo relatos da mídia norte-americana e do Kremlin.
Imediatamente, Trump anunciou nova ligação com Zelensky, que qualificou o diálogo como “importante e frutífero”, para discutir cooperação militar, especialmente na pauta da defesa aérea ucraniana, incluindo sistema de mísseis Patriot e drones.
O chanceler polonês, Radoslaw Sikorski, reforçou o chamado para que os EUA retomem envios de munição antiaérea, destacando risco à segurança após danos à embaixada. Com o ataque noturno, autoridades ucranianas enfrentam desafio logístico para manter defesa sobre Kiev.
Força aérea intercepta drones
A Força Aérea afirma ter interceptado 478 drones, mas a magnitude da ofensiva mostrou a fragilidade das defesas antiaéreas, que dependem de recentes remessas estrangeiras. Zelensky argumentou que reforços como sistemas Patriot, drones e munição especializada são cruciais para impedir novas tragédias, chamando a comunidade internacional a agir com urgência.
O episódio agrava a tensão diplomática e militar na guerra na Ucrânia, tornando urgente a reconciliação entre assistência militar e pressão econômica efetiva contra Moscou, do contrário, alertam autoridades de Kiev, “a Rússia não parará”.
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